Xuxa

Não. Eu não gosto da Xuxa. Nunca gostei. Sou da geração da Angélica (e deveria ter vergonha de fazer tal afirmação neste blog).

Nem sei o que pensar daquela entrevista que ela deu ao Fantástico. Me pareceu tudo muito falso, forçado. Ela conseguiu a façanha de “bater em cachorro morto”. Dois, ainda por cima. Por que não falou coisas polêmicas dos vivos? Do Pelé? Do Szafir? E por que falou só agora?

Embora a “Rainha dos baixinhos” e dona do bordão “Ahã Cláudia, senta lá” não esteja na minha lista de seres humanos favoritos, também não acho justo “linchar” a imagem da apresentadora. Se ela fez filmes “eróticos” erotizou a infância, foi em outros tempos. Não dá pra condenar alguém pelo seu passado. Fosse assim, muita gente deveria pagar pelos pecados antes da Xuxa.

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O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma série de medidas que farão aumentar a oferta de crédito para compras de carro. Como se já não bastasse o trânsito caótico nas grandes cidades do país. Redução de IPI e IOF vão fazer o consumidor brasileiro comprar, comprar e comprar. E se endividar, endividar e endividar. O objetivo é que a indústria no país cresça bastante. A medida corrobora com a ideia de que o Brasil quer fazer de tudo pra crescer. Mas tem que tomar cuidado… isso tá parecendo a Record… EITA! Agora eu entendi tudo. O quê? Ah, esquece.

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Pretendo tecer comentários sobre Carrossel. Em breve.

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Xuxa e seu passado

Acabei de ler que a Xuxa pode processar o programa do Gugu por exibirem uma foto proibida da loira, vindas de uma revista antiga.

Eu, que nunca gostei dessa mulher insuportável, fiquei ainda mais revoltado com suas atitudes. Não sabia que ela já entrou na justiça contra a Band e outras emissoras só porque mostraram fotos das antigas.

Acho que é interessante se arrepender do passado. Não me arrependo profundamente de nada na minha vida, mas talvez eu dia eu me arrependa. O problema é tentar esconder de si mesmo e, consequentemente, de todos.

Se alguém mata o vizinho ou comete algum crime grave, é bom que se arrependa. Pague pelo erro, quite suas dívidas, e encare a vida de frente. Mas a melhor maneira de encarar, tenho certeza, é lembrando-se do passado, e não apagando a memória.

No caso da Xuxa, é muito mais tranquilo, já que ela não cometeu nenhum crime (que se saiba). No começo da carreira, ela era modelo e posou nua, coisas que não combinam com apresentadora infantil. Hoje ela não é mais, então fica mais fácil.

Uma coisa é evitar o assunto. Mas fingir que ele não aconteceu é de uma imaturidade completa. Todo mundo sabe que ela foi modelo, namorou esportistas famosos que a ajudaram a ascender (mesmo que não tenha sido por puro interesse, coisa sobre a qual eu não faço a mínima ideia e nem me diz respeito).

Não seria muito mais fácil aceitar o passado? Afirmar que posou nua, fez filme eróticos, mas se arrrependeu? De que adianta ficar proibindo todo mundo de mostrar uma simpes foto de biquíni?

Para aceitar a si próprio no presente, é necessário aceitar o passado.

Ou seja…

No último sábado, a Record ganhou da Globo com uma das infinitas reprises de Pica-Pau. A Globo exibia Xuxa e Fórmula 1.
Enquanto isso, o SBT vem conseguindo excelentes índices com a reprise de Marimar, enquanto que a Record exibe um programa inédito e custoso, o tal “Marcas da Vida”.

Fato 1: para se ter audiência não precisa necessariamente investir pesado em programas caros.

Fato 2: audiência não é necessariamente significado de dinheiro: se eu fosse empresário, preferiria ter minha marca vinculada à Fórmula 1 que a um desenho antigo.

Conclusão: Um programa bem planejado para o horário e sem altos custos pode ser mais inteligente que um alto investimento por meio de parcerias grandiosas. No entanto, espero que as emissoras não caiam na tentação de reprisar sem produzir programas inéditos.