Vidas em Jogo que não estavam em jogo

No fim das contas, a novela caiu em contradição: as vidas não estavam em jogo. Todos estavam muito felizes e saltitantes. Não teve morte, não teve assassino. Críticos mais ácidos dizem que o “oitavo palhaço” foi o telespectador.

Muitos vibraram pelo final surpreendente.

Até agora eu não entendi se o final foi planejado desde o começo ou se a autora escolheu tudo isso depois que começou com a brincadeira do tal palhaço.

De qualquer forma, o final foi mais diferente do que o Aguinaldo Silva esperava (!). Cristianne Fridman (ainda não aprendi a escrever seu nome direito) provou de vez a que veio, e agora sabe-se lá qual rumo profissional ela vai tomar (vai sair mesmo da Record?).

É certo que as novelas da Record estão precisando de menos capítulos, mas também é certo que a emissora está sabendo se planejar muito melhor suas produções.

Mas resta uma dúvida: a polícia sabia que o “bolão da amizade” planejou fingir as mortes? Afinal de contas, forjar a própria morte é crime.

Anúncios

Lives in Game

Tá… eu sei que o título de uma novela não fica bom em inglês. E que o termo foi totalmente mal empregado. Whatever. (este foi bem empregado).

Após tanto tempo de enrolação, Cristianne Fridman está se soltando. Claro que ela não teve culpa de enrolar. Com tanto capítulo sendo obrigada a escrever, não tem autor que aguente.

De qualquer maneira, estou gostando do que vem acontecendo. O Lucas ficou revoltado, capturou o Cléber e agora vai tocar o terror, matar todo mundo. Junto com isso, todo mundo querendo saber quem matou quem. Jogo de intrigas com aquela pitada “Recó” de fazer novelas.

Ver o Cléber sendo preso, torturado e amordaçado, é sempre bom. Aquela catarse de bater no vilão faz bem ao telespectador. Me lembrei da surra que a Maria Clara deu na Laura (Celebridade, lembra?).

É mais ou menos isso.

Reta final de novela poucas vezes me empolga. Dessa vez, conseguiu. Não porque o final promete ser uma grande surpresa, mas porque promove catarse.