A vida

jornalismo_clarkkentEis que eu volto a este blog exatamente um mês após o post anterior. Acredito que um dos motivos é a falta de TV, já que eu estava escrevendo muito sobre o tema mas tenho acompanhado. Desta vez, venho falar de outro assunto.

Tenho estado cada vez mais satisfeito com minha vida profissional. Tenho certeza de que estou no caminho certo. Gosto do que faço, mesmo sabendo que não é das mais bem pagas profissões existentes (embora eu teime em acreditar que bons profissionais sempre terão um salário digno – ah, a inocência!).

No entanto, tenho pensado muito em algumas coisas da vida. Por um lado, tenho noção da importância em investir o dinheiro, trabalhar bastante e saber poupar e fazer o dinheiro render. Mas também tento manter uma visão diferente da que a maioria tem. Não tenho a intenção de comprar um casa grande e ter um carro de luxo na garagem… minha visão de felicidade é muito mais europeia que americana, voltada às pequenas coisas da vida, pequenas conquistas e vida cultural mais intensa.

Tenho vontade de viajar o mundo, e por mais que goste do que faço, penso que talvez eu seja feliz trabalhando em um café londrino, ajudando jovens carentes em Hong Kong ou trabalhando como repórter em uma emissora de outro país.

Só não quero terminar a vida sabendo que trabalhei como um louco e vivi uma vida vazia.

Enquanto isso, vou vivendo e refletindo…

#reflexõesdamadrugada

Viva como se fosse viver eternamente

vidaeternaNão… este post não é sobre os planos para 2013, e nem um balanço de 2012. Ainda não farei isso, mas tentarei fazer depois.

Alguns dizem que o mundo vai acabar. No fundo, quase ninguém acredita realmente nessas coisas. Mas eu, particularmente, acredito que estamos vivendo um período de mudanças. Talvez seja a tal era de aquário, talvez seja o novo milênio. Talvez seja a transformação da Terra em um mundo de regeneração em vez de um mundo de provas e expiações… mas isso é oriundo da religião. E o processo é lento.

Mas, particularmente, tenho me divertido com o fim do mundo.

Mas vamos divagar, hipoteticamente falando, se o mundo acabasse dia 21 (amanhã), eu procuraria viver da mesma maneira. Nada de arroubos ou ímpetos de achar que tudo deve ser feito antes de acabar o mundo, a vida na terra ou a própria vida. Sou da teoria de que não devemos “viver como se fosse o último dia de vida”. Prefiro aquele conselho que diz: viva como se fosse viver eternamente.

Porque quem vive como se fosse morrer amanhã pode até aproveitar a vida, mas não planta novas sementes. A graça da vida está em plantar sementes para colhê-las depois… em alguns casos, muito tempo depois. Se fôssemos viver como se a morte estivesse à espreita, não faríamos faculdade, não investiríamos dinheiro naquela casinha (modesta), e não nos apaixonaríamos – afinal, o amor leva tempo e a vida imediatista só pede o sexo sem comprometimento emocional.

Eu espero poder viver como se fosse eterno. Chegar aos 80 anos e começar uma nova faculdade, fazer um fundo de investimentos e planejar uma viagem pela Europa, ou pela Malásia, ou China, sei lá. Como diria Raul Seixas: “eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

Não é à toa que a gente nunca sabe quando vai morrer. Imagina se tivéssemos um relógio no corpo fazendo contagem regressiva, que ruim que seria.

jornalismo

Dia 21 foi dia de fechamento. Pouco estava pronto. Eu me comprometi a não sair da redação enquanto não estivesse nada completo. Não fui o único.

Meu horário de chegada foi às oito horas, uma hora mais cedo que o usual. Cheguei, sentei, comecei. E só fui sair de lá mais de oito e meia da noite.

Foi cansativo, mas não sem aprendizado. A satisfação de fechar uma revista e entregar sem atrasos é realmente uma excelente sensação.

Mas melhor que entregar algo sem atrasos é saber que estou no caminho certo. Finalmente, faço na minha vida uma coisa que eu poderia fazer pelo resto da vida.

Estaria o mundo piorando?

Talvez isso seja um pensamento de velho. Mas, infelizmente, é o pensamento que paira em minha mente vez ou outra. Tenho contato com muitos adolescentes entre uma aula e outra que leciono. A impressão que eu tenho é que cada vez menos se valoriza o conhecimento ou o pensamento crítico. Os jovens simplesmente não dão importância para isso e, consequentemente, não dão importância ao que o professor, a instituição escolar ou qualquer outra fonte de conhecimento.

O instantâneo é cada vez mais valorizado. Como se o perene não merecesse a atenção justamente porque temos a ilusão de que ele pode ser alcançado a qualquer momento, em um banco de dados gigantesco chamado internet.

Acredite: existem pessoas que não sabem que a capital da Espanha é Madrid. Simplesmente não sabem, e não são pessoas com pouco acesso ao ensino ou sem privilégios. Não ter esse conhecimento não seria problema algum se não houvesse o segundo dos problemas: ao receber a informação, muitas tratam com desdém e simplesmente não se importam em ter essa informação. Se um mero conhecimento básico como a capital de um importante país já é motivo de desinteresse, o que podemos pensar a respeito de um pensamento mais complexo que se proponha a eles?

Será que teremos uma geração de pessoas absolutamente preguiçosas, acostumadas a apenas curtir e compartilhar imagens vazias de sentido em redes sociais?

Agora a moda é o “Keep Calm”

Sim, eu sei. Ando meio sumido neste blog.

Posso adiantar que eu estou indo bem. Trabalhando, aprendendo coisas novas e desenvolvendo novas habilidades. Ao mesmo tempo, estou aproveitando tempos de mais tranquilidade, antes que comece a loucura de “trabalho-aulas-pós” que terei em cerca de um mês.

Imagine quando tudo isso começar: vou precisar de mais esforço-inspiração para escrever neste humilde blog. Mas mesmo assim creio que vou achar tempo pra isso.

Keep Calm… como diria o meme do momento. É o que todo mundo está colocando no Facebook agora.

Acho interessante analisar como esses memes são sempre coisas fáceis, adaptáveis para todos os tipos de ideias.

Basta acrescentar algo bobinho-divertido que um monte de gente vai compartilhar. Aliás, é interessante pensar como o verbo “compartilhar” se banalizou. Compartilhar virou sinônimo de clicar, apenas isso. Um clique e “vamos para a próxima”. Apenas clique em “compartilhar” e esqueça. Vida ultramoderna. Líquida, como diria Bauman.

Seria bom se pudéssemos compartilhar mais as vidas, os sentimentos, os amores, os bons momentos.

Mas divago. E evito cair em contradição, já que eu mesmo compartilho coisas “Facebook afora” (ou adentro?). O paradoxo faz parte de nossas vidas. Da minha, pelo menos.

Outro meme parecido com o “Keep Calm” é o “Conte-me mais”… já caiu em desuso mas foi amplamente compartilhado. Outra coisa banal. Que pode ressurgir das cinzas, como todo meme. Ou então entrar para os “anais” dos arquivos da internet, que guarda tudo e fica empoeirando nos confins da prateleiras da grande biblioteca que é o Google.

Keep calm… and create a new meme.

breves comentários.

-Outro dia eu comentei no Twitter: “A vida é uma festa para a qual não fomos convidados. A melhor maneira de viver é fazer com que queiram convidar na próxima vez”.

Tudo isso porque eu fui a uma festa sem ser convidado. Pelo menos oficialmente. Mas levei presente.

 

-Preciso ler mais.

 

-Uma revista que é desmentida TODA SEMANA devido a matérias publicadas… continua sendo vendida? Quem compra?

 

-Assisti “Prometheus”. Não escrevi no Cinem(ação) porque alguém vai escrever. Em meio aos aliens e coisa e tal, vemos que os “criadores da humanidade” queriam destruir o ser humano (OK, contei Spoiler, que se dane). Aí eu pensei: “se eu tivesse criado a humanidade, também ia querer destruir…”. Tem horas que dá vontade.

Novos ares

É tarde e tenho sono. Mas tenho vontade de soltar algumas palavras antes disso.

Faz tempo que não falo da minha vida pessoal. Talvez tenha um pouco de medo de me expôr. Aumentei esse medo um pouco mais recentemente, sabe-se lá por quê.

Já me inscrevi na pós graduação. Em breve, se Deus permitir, estudarei “Gestão e Produção em Jornalismo”. Aquela coisa que os testes diziam pra eu fazer nos idos de 2004, mas que ignorei para fazer Letras. Não me arrependo de ter sido teimoso. Disseram que não é o melhor curso existente, mas “é o que tem pra hoje”. Se alguém estiver disposto a me dar 2 mil reais mensais para uma opção mais “sofisticada” (e morar em São Paulo), eu aceito.

Comecei a dar aulas particulares em uma empresa. Surgiu de repente, e eu estava cansado de dizer não. Dizer sim é sempre melhor. Mais difícil, mais desafiador, e muito melhor. Mesmo reclamando da preguiça de preparar aulas, eu não posso negar que é uma coisa que eu sei fazer, e faço bem, modéstia a parte.

Sinto que novos ares estão chegando. Eu havia me dado o ano de 2012 como prazo para “tomar rumo na vida”. Mas fico me perguntando em que momento eu posso fazer essa afirmação (ou  negá-la). Como sempre, vou me atrasar.

Enquanto isso, escrevo. Estou publicando o máximo possível no Cinem(ação). Vejo um futuro promissor para o blog de cinema, mas caso ele seja só promessa, ao menos sinto que melhoro a cada dia com ele, e ainda por cima descobri que eu adoro fazer isso. Sei que jornalismo é muito mais do que “blogar”, e sei que tenho muito a aprender, mas também sei que isso é um bom indicativo (e se você que está lendo não concorda, seu comentário será útil).

Surgem imprevistos, viagens, planos. Surgem novas ideias. A vida vai seguindo como uma montanha russa em câmera lenta. Mas estou satisfeito, e isso é o que importa.