Sonhos

Como se luta por um sonho? Como se conquista aquilo que se quer?

Muito fácil repetir a frase “Não desista”. Muito fácil mostrar exemplos de superação, de luta, de batalha. Mas também é muito difícil garantir o que realmente é um sonho. Difícil superar alguns obstáculos complicados como, por exemplo, o dinheiro.

Afinal, muita gente acha que realmente quer o que quer, sem nunca ter realmente feito aquilo que sonha. Você realmente sabe o que um médico tem que fazer? Você tem certeza que quer ser piloto de avião? Afinal, ser ator é só freqüentar festas, tirar fotos e decorar textos?

Lutar pelos sonhos também significa abdicar de luxos e pequenos detalhes da vida. Muita ingenuidade achar que vai conseguir algo grandioso assistindo a novelinha todos os dias, jogando futebol às quartas-feiras, tendo sempre o smartphone mais moderno e viajando para a Disney todos os anos.

Mas como pode alguém fazer faculdade de economia quando tem que trabalhar 44 horas semanais e sustentar um filho? Ou dois? Como fazer para conseguir experiência em alguma área quando mal se passa 14 horas diárias em função de um emprego necessário para sobreviver? Será que tem milionários “mecenas” por aí?

No entanto, há o momento de tentar. Quando se tem condições, mesmo que mínimas, de seguir em frente, é importante. E especialmente quando se é jovem, temos que buscar.

Afinal, quando uma pessoa chega à velhice, ela vai olhar pra trás e refletir tudo o que viveu, os sonhos que realizou e os que se perderam no tempo. Mais doloroso que olhar pra trás e ver o que não realizou, deve ser olhar pra trás e ver o que nem sequer tentou.

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Ele deve ser um babaca?

O cara estudou, trabalhou e hoje tá super bem. Ganhando uma boa grana, morando num lugar legal, com certeza curtindo muito a vida.

Logo depois, cheguei a um raciocínio ridículo: “com certeza o cara ficou metido, deve ser um babaca”.

Babaca sou (fui?) eu. Invejinha, com certeza.

E aí eu me peguei pensando em como as pessoas adquirem estratégias de defesa para se sentirem superiores aos outros. Porque o ideal seria eu ficar feliz: um amigo meu está se dando bem na vida (mesmo que seja alguém com quem não falo há um bom tempo). Acho que as pessoas deveriam canalizar as energias para coisas melhores.
Eu, por exemplo, transformei tudo em motivação. Afinal, se ele pode eu também posso. Ganhei entusiasmo, e botei gasolina aditivada no tanque da vida. Uma pena que muitos prefiram a comodidade da inanição e da torcida pelo fracasso alheio.