Enquanto isso…

Enquanto a gente vai estudando, trabalhando e ficando fora de casa mais que o necessário, as coisas vão acontecendo.

Os ministros do Supremo estão votando. Tudo promete que não vai acabar em pizza, embora seja cedo para dizer.

As Paralimpíadas estão tendo mais destaque na Globo que as Olimpíadas. Talvez isso seja bom. Talvez não seja bom nem ruim. Mas é estranho.

-Aí a Record resolveu criar a tal “Fazenda de Verão” e botar o Rodrigo Faro… afinal, o Brittão vai apresentar um programa diário nas tardes, sendo que antes seria o próprio Faro, que no fim das contas ficou a ver navios e saiu do Ídolos pra deixar pro Mion… capisce?

-E aí a Ana Hickman chamou a mulher do dono da RedeTV! pra apresentar o programa dela. Eu queria que isso acontecesse só pra escutar as piadas dos humoristas de stand-up a respeito disso. Se bem que se a RedeTV! tiver mais um sócio, vai diluir a piada.

-Apesar de a emissora barrafundense ter recuperado a vice liderança, Carrossel continua firme e forte.

-E a Caarminha segue reinando. Oi oi oi.

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SNL

Em domingo de Saturday Night Live, a RedeTV! teve audiência aquém do esperado. O programa novo de Rafinha Bastos é inconstante. Algumas coisas engraçadas, outras nem tanto. Outras bem sem graça. O apresentador aproveita pra destilar seu veneno e fazer piadas sem medo.

No fim das contas, o Saturday Night Live do Brasil é mais um programa de comédia do país. Apenas mais um, e nada demais. Por sinal, muito fraco para enfrentar a concorrência pesada da TV que existe no domingo. Podia passar de Segunda.

Boas “tacadas”

Recentemente, algumas emissoras fizeram boas tacadas.

Foi o caso da RedeTV! que, bem durante o “imbróglio” entre Rafinha Bastos e Band e Wanessa e aquela coisa toda, contratou o humorista e começou a planejar o Saturday Night Live, que estreia dia 27.

Agora, quem dá uma boa tacada é a Band. Pelo jeito, ela vai contratar o Tom Cavalcante para mais um programa de sua linha de shows. A emissora do Morumbi tem mais uma conquista para fortalecer sua programação e chegar mais perto do terceiro lugar.

Canais de TV não jogam beisebol mas sabem dar boas tacadas de vez em quando. (piada péssima)

um pouquinho de TV

Disseram que o Mark Zuckerberg não tem televisão em sua casa. Duvido. Ele tem dinheiro pra comprar tantas TVs, acho que uma em algum canto ele deve ter, mesmo que não assista.

Excentricidades à parte, a TV brasileira está passando por um período de mudanças, que bem pode ser temporário (ou não). Audiência da Record despencando, SBT e Band conseguem alcançar bons patamares. Aliás, a Record conseguiu a façanha de “escolher” o pior momento para passar por fase ruim na audiência: bem às vésperas das Olimpíadas e justamente quando a Globo passa pelo seu melhor momento em novelas: as três principais novelas da Globo conquistam forte audiência graças à qualidade que apresentam (“Ex mai love” é música “líndja de Deus”). Malhação não conta (e passou do tempo de ser cancelada).

O Programa de Fátima: disseram que as coisas esfriaram na produção do programa, já que a audiência pulverizada impediria um super sucesso do programa de Fátima Bernardes. Também acho que a audiência da Fátima seria boa por um período e depois cairia. Juntanto com Ana Maria Braga, ainda correria-se o risco de coincidirem pautas muito parecidas, ou então o programa da Fátima poderia virar um telejornal matutino. Sem desenhos na Globo, a audiência da criançada irá se voltar totalmente para o SBT, único a exibir desenhos infantis no horário, e com (quase) certeza ele seria o grande líder de audiência pelas manhãs.

– A Fox Sports vai dar muito trabalho para a ESPN. Quiçá ao SporTV também.

– E o Saturday Night Live da RedeTV! já tem faturamento digno de Pânico. Vamos ver como vai ser de audiência.

– Juro que, depois de ouvir uns papos de que a Hebe poderia ir pra Record, eu até que gostei da ideia. Sei lá. Imaginei um quadro semanal chamado “Sofá da Hebe” no Hoje em Dia. Será que mais alguém pensou nisso?

– E sobre o caso da CPI do Cachoeira, eu acho que alguns jornalistas fazer tempestade em copo d’água. Claro que não era certo que o bicheiro comandasse a pauta da revista mais lida do país (e que revistinha vagaba, hein?). Mas já passou da hora de os grandes grupos de mídia admitirem que cada um tem suas tendências políticas. O jornalista Rodrigo Vianna (da Record) “desce a lenha” no posicionamento da Veja em relação ao Carlinhos “Cataratas”: OK, ele está certo e cumpre com sua obrigação de jornalista. Mas aí eu me pergunto: e se um dia acontecer algum escândalo envolvendo a Record, a Igreja (sabe quela?), dízimos e partidos políticos… o que será que ele vai falar?

Como diria Millôr Fernandes: “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

Pois é.

Com passos de formiga e sem vontade

Parece que é assim que a TV caminha. Lentamente.

Não sei se sempre foi assim. Apesar de tudo, não entendo muito sobre a história dessa caixinha que não é mais caixinha.

Por mais que alguns canais invistam em teledramaturgia ou novos programas, e por mais que melhores, parece que tudo fica sempre a mesma coisa: todo mundo com a mesma “cara”, os mesmos bons momentos, as mesmas dificuldades. Pra cada passo que se dá pra frente, parece que dão outro pra trás e, assim, ficam no mesmo lugar.

Por essas e outras, cansei um pouco disso tudo.

Claro que surgem algumas mudanças por aí. Boa safra atual de novelas, boas séries e minisséries (na Globo, Record, HBO…), Band crescendo, RedeTV caindo, SBT caindo/crescendo.

As coisas vão mudando, pero no mucho.

Igrejas pagam bem

A RedeTV vai disponibilizar o horário que quiserem para as igrejas. A emissora está desesperada para conseguir dinheiro para pagar suas contas, e vai ceder o espaço que quiserem.

Claro que a Polishop não vai pagar melhor que o Valdomiro Soares, Silas Malafaia, RR Soares e Edir Macedo conseguem, então seus horários ficarão nas mãos das igrejas… aquelas que arrancam dízimos e pagam o que for necessário para divulgar sua fé.

Como consequência, os poucos programas da emissora vão passar a ser exibidos praticamente entre um culto e outro, o que vai fazer a audiência despencar.

E aí eu me faço duas perguntas:

1- Será que vale a pena ceder espaço para igrejas e não tentar uma alternativa um pouco menos drástica?

2- Se os programas das Igrejas praticamente traçam em audiência, por que é que elas continuam pagando fortunas para ter esses espaços na TV?

Ó Pai, ajude meu marido a pagar as contas, para que eu não precise usar a pensão do Mick.

Enquanto isso…

Fiquei até tarde para assistir o Oscar inteiro. Foi legal, mesmo o Oscar sendo chato. Fiz a “cobertura” do evento pelo blog do Cinem(ação) (não conhece? é o @cinema_acao ). Mas sobre isso eu vou escrever na coluna que vai sair na Quinta-feira. Mas no artigo eu não vou falar sobre as pernas da Angelina.

Vamos falar do que importa. O que importa é o que interessa, e saúde é o que interessa. (yeah yeah).

– A RedeTV! parece repetir o feito da Manchete. Será maldição do sinal? Saiu o Pânico e agora eles entram em pânico.

-Enquanto isso, na Record, mudaram a logomarca. Está parecendo o símbolo do Google Chrome. A pergunta é uma só: POR QUÊ??

– Enquanto isso, na Globo, exibiram o Oscar de maneira igualmente vergonhosa. E resolveram colocar a música Luz do Sol na trilha sonora da novela Amor Eterno Amor (era da novela da Recó). Por falar nela, a novela é a primeira da Elizabeth Jhin sem espíritos.

– Enquanto isso, na Band, querem chegar perto do SBT com uma programação mais forte. Vai ter até o Marcelo Tas com programa infantil. E, claro, o Pânico a dividir pauta com o CQC.