Fox, Globo e poder

A Fox tenta chegar com tudo no Brasil através da TV por assinatura. O canal já tem os direitos de exibição da Libertadores na TV paga. Mas a SKY e a NET, especialmente, não parecem muito dispostas a ter o canal em seu line-up. Alguém duvida que tem dedo da Globo no processo?
A Globo tem participação nas ações da Sky e da NET, e todos os canais Globosat chegam rapidamente ao line-up das operadoras. Quando uma operadora quer, ela consegue inserir um novo canal rapidamente, como é o caso da TVA, que terá a FOX Sports a partir do dia 15 de Fevereiro.
Não é a primeira vez que isso acontece. Aliás, a Record News até hoje só está presente nas operadoras sem vínculos Globais. Assinante da NET e da SKY só consegue ver o canal “24 horas de plantão” na parabólica.
Até que ponto o uso de tais artifícios não mancham a imagem e reputação da maior emissora de TV do Brasil? Até que ponto a justiça brasileira não pode intervir para que seja respeitada a concorrência de canais de televisão?
A proposta de investimento da FOX Sports pode ser muito benéfica ao mercado no Brasil. E com a nova lei que obriga os canais pagos a produzir programas brasileiros, a chegada de novos canais pode aquecer ainda mais a produção audiovisual no Brasil.
A Globo pode até merecer o poder que tem. Mas não deveria abusar dele.

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Boatos

O Rafinha Bastos vai pra Fox Sports? O que ele faria lá? Na verdade, tudo indica que ele vai ao FX, onde ele tem um “novo projeto”. Novo projeto tem cara de coisa de ex-BBB, mas depois de “comer ela e o bebê”, o humorista tá mais ou menos no mesmo nível. Faria sentido que ele tivesse um programa de esportes: ele tem um blog de MMA (não achei… passa o link?) e foi jogador de basquete nos Estados Unidos. Vale lembrar que o FX vai precisar produzir algo nacional para aquela lei.

E disseram que a RecordNews seria tirada do ar. Se o boato/fofoca procede, não sei. Só sei que o canal de notícias do grupo Record tem muito a melhorar. Precisa de mais equipes de reportagem, mais investimento em programas atraentes (não, reprisar matérias da Record não é atraente), e apostar no público do interior, que assiste mais do que o da capital. Apostar em transmissões esportivas também é bom para manter o público das Olimpíadas.