Nana Gouvêa e as maravilhas do mundo contemporâneo

Muitos dizem que o mundo está perdido. Uns acreditam que ele vai acabar em Dezembro, sabe-se lá qual data. Outros acham que começa a era de Aquário (o que quer que signifique isso). Outros acham que o amor está acabando e as pessoas vivem na era do egoísmo.

Mas o fato é que, quando surgem memes da Nana Gouvêa, nossos corações se enchem de alegria. Isso é prova de que o mundo tem salvação.

Afinal, onde houver um desastre, Nana estará lá.

Para entender tudo direitinho, clique aqui.

As pessoas também não podem deixar de visitar o nanagouveaemdesastres.tumblr.com

Mas eu quero colocar as melhores aqui no blog… Continuar lendo

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Compartilhados no “fêice”

Vivemos a era do Facebook. Talvez Bauman já previu isso. Facebook é líquido, tal qual a modernidade que nos atinge. Tudo é agora, pra já. Com um clique, ou um toque no tablet, compartilhamos e curtimos o que aparecer. Não precisa memorizar, refletir, resguardar, inferir… basta clicar.

Para comentar, talvez sejam necessários alguns toques a mais do que um simples clique. No fundo, é a mesma coisa.

Resolvi retornar às imagens mais recentes que compartilhei no Facebook. Não lembrava de muitas delas. Foi apenas um clique, uma passada de olho. Um sorriso, e pronto. Passou, vamos para a próxima. É tudo imagem… e com letra grande.

adoro esse tipo de trocadilho… quando ele é metido a culto, fica melhor ainda

Essa foi ideia minha. Quem é jornalista ou diagramador e precisa se preocupar com “imagem de banco”, é divertido. Mas é um tipo de piada besta que sai da minha cabeça (ainda bem que não sou humorista)

 

Chove muito em Itu. E não precisa de apresentador de Reality Show pra dizer isso. Outro dia desses, choveu tanto que fizeram essa imagem. Coisa do Flash Fanzine Itu. Achei legal. É a regionalização do meme, ou a memetização do regionalizado.

 

Piada-trocadilho do tipo que me faz rir. Sou um tolo, eu o sei. Mas rio. Sou um tolo feliz.

Agora a moda é o “Keep Calm”

Sim, eu sei. Ando meio sumido neste blog.

Posso adiantar que eu estou indo bem. Trabalhando, aprendendo coisas novas e desenvolvendo novas habilidades. Ao mesmo tempo, estou aproveitando tempos de mais tranquilidade, antes que comece a loucura de “trabalho-aulas-pós” que terei em cerca de um mês.

Imagine quando tudo isso começar: vou precisar de mais esforço-inspiração para escrever neste humilde blog. Mas mesmo assim creio que vou achar tempo pra isso.

Keep Calm… como diria o meme do momento. É o que todo mundo está colocando no Facebook agora.

Acho interessante analisar como esses memes são sempre coisas fáceis, adaptáveis para todos os tipos de ideias.

Basta acrescentar algo bobinho-divertido que um monte de gente vai compartilhar. Aliás, é interessante pensar como o verbo “compartilhar” se banalizou. Compartilhar virou sinônimo de clicar, apenas isso. Um clique e “vamos para a próxima”. Apenas clique em “compartilhar” e esqueça. Vida ultramoderna. Líquida, como diria Bauman.

Seria bom se pudéssemos compartilhar mais as vidas, os sentimentos, os amores, os bons momentos.

Mas divago. E evito cair em contradição, já que eu mesmo compartilho coisas “Facebook afora” (ou adentro?). O paradoxo faz parte de nossas vidas. Da minha, pelo menos.

Outro meme parecido com o “Keep Calm” é o “Conte-me mais”… já caiu em desuso mas foi amplamente compartilhado. Outra coisa banal. Que pode ressurgir das cinzas, como todo meme. Ou então entrar para os “anais” dos arquivos da internet, que guarda tudo e fica empoeirando nos confins da prateleiras da grande biblioteca que é o Google.

Keep calm… and create a new meme.

Começa um novo Meme

Acho muito legal acompanhar o surgimento de novos memes. Como eu já postei antes, memes são a nova unidade de cultura.

É cultura porque representa uma geração e uma nova maneira de interação social.

O novo vídeo da família cantando alegremente (e sorridente!) uma música gospel já se viralizou – e o Não Salvo é o grande responsável por isso. Virou meme, piada interna, repetição.

A partir de agora, especialmente na sexta-feira, todos vão dizer que é Sexta-Feira “para a nossa alegria”.

Até a família do Jair Rodrigues imitou, em um gesto genial de marketing!

Propaganda genial da Luciana e dos Jairs:

 

Agora o Dimitri tem um concorrente às sextas feiras:

Memes

Já faz algum tempo que eu admiro os memes.

Afinal, eles fazem parte desta nova cultura que se instaura por meio da massificação da internet e das mídias sociais.

Memes são, segundo alguns, “unidades básicas de cultura que viralizam na internet”. Mas eu prefiro dizer que memes são como aquelas piadas internas que temos nos nossos grupos de amizade, mas que se abrangem a um grupo muito maior de pessoas.

Vou dar um exemplo:

Uma vez, combinamos de ir a uma “baladinha” entre os amigos. O dono da ideia de sair no sábado à noite acabou se esquecendo de convidar um dos amigos, o Zé. Quando chegamos ao local, todos perguntaram onde estava o Zé. Por algum motivo, nosso amigo disse que ele tinha ido pra Curitiba. Depois, ao descobrirmos que ninguém tinha viajado pra Curitiba, o tema virou piada interna. A partir de então, toda vez que algum amigo não está presente, dizemos que ele “foi pra Curitiba”. Para qualquer pessoa de fora, a piada não faz sentido, mas nós sempre damos risada com isso.

Se isso tivesse acontecido por meio de um vídeo no Youtube, uma propaganda ou um post no Não Salvo, talvez teria virado um meme. Como aconteceu com a Luiza, que está no Canadá (ela não está mais lá, mas o meme continua). No caso da web, também podemos ter memes gráficos, como a imagem do homem dizendo “Ui”:

Existem muitos memes que rolam por aí. Uns são mais conhecidos e outros menos. Não vou explicar de onde eles vieram ou como surgiram, mas apenas mostrar situações para usá-los.

“Puta falta de sacanagem”: Quando estiver bravo com alguma coisa, apenas diga que a situação é uma puta falta de sacanagem. Pode ser em situações sérias , ou de forma irônica.

“Dorgas”: Pode ser uma exclamação ou uma substância a ser ingeridas. Mas escrever “droga” é coisa do passado.

“Aham, Cláudia, senta lá”: O quê? O Neymar superou o Pelé? Aham, Cláudia, senta lá… Ou se alguém insignificante quiser brigar com você, diga apenas: Aham, Cláudia, senta lá.

“Vão se foderem”: Esse daí eu não conhecia direito. Achei engraçadíssimo. Quer xingar alguém? VÃO SE FODEREM. Junto, tem as montagens de fotos feitas com o rosto do autor da frase.

“Significa”: o programa do Ronnie Von não tem tanta audiência para criar um meme. Mas a visibilidade do Top Five, do CQC, fez com que virasse. Sabe aquele seu vizinho meio baitola? Ou o seu tio que mora “com um amigo” aos 40 anos? SIGNIFICA!

“CORRÃO”: Aconteceu uma tragédia, um fato inusitado, ou vai acontecer algum saldão de eletrodomésticos? Mande todo mundo correr.

“Fica, vai ter bolo”: Sabe aquela pessoa chata que você quer que vá embora? Quando ela disser tchau, seja bem irônico: “Fica, vai ter bolo”.“É nóis que voa, bruxão”: depois de um áudio engraçadíssimo gravado com um viciado em games, a frase “É nóis que voa, bruxão”, pode ser usada para qualquer situação de auto valorização.

“Que deselegante”: depois de Sandra Annemberg dizer isso no Jornal Hoje, nada como repetir a frase em alguma situação… hmmm, digamos: deselegante.

“As mina pira”: Quer seduzir as meninas? É só se mostrar sensual e sedutor que “As mina pira”.

O vídeo dos memes

A cena é sempre a mesma do filme “A Queda – As últimas horas de Hitler”. O primeiro vídeo que vi foi sobre a briga de audiência entre Globo e Record, mas não sei se foi o primeiro. Na última semana,  tivemos toda a situação da Luiza (aquela, que está no… ah, em algum lugar). É claro que fizeram o vídeo do Hitler sobre a Luiza.

Os internautas pegam a cena, colocam uma legenda sobre ela e simulam uma conversa totalmente diferente da que o áudio mostra. Mas como é alemão, ninguém entende mesmo (risos).

Tem de tudo, e em diversas línguas.

É como se o vídeo de Hitler fosse o pai dos memes. Tudo que repercute na internet vira um vídeo de Hitler (que na verdade é o ator alemão Bruno Ganz).