Vídeos virais e o novo-velho da internet

video-viralSe tem uma coisa que eu acho lindo na intenet é sua capacidade de ser um banco de dados gigantesco. Podemos encontrar de tudo em todos os lugares. Basta saber procurar, ter paciência com os espaços da publicidade, e não confiar em tudo.

Estava assistindo ao ótimo vídeo do canal Nostalgia sobre os Virais da Internet, e me deparei com uma coisa interessante: eu desconhecia muitos dos vídeos.

Quando percebi, eu estava rindo de antigos vídeos de indianos com “legendas em português”. São antigos mas eu nunca tinha visto.

No entanto, lembro de quando se tornou viral o vídeo “O Cara Tossiu”, exibido em flash antes mesmo de o youtube existir:

O que mais me fascina na internet é a renovação do velho e o envelhecimento do novo. Às vezes, vídeos antigos se tornam manias pelas redes sociais, e vídeos recentes são esquecidos, para serem lembrados mais tarde.

Um grande exemplo disso é o Trololo. Um vídeo da Rússia/URSS de 1976 que se tronou viral no Youtube. Era antigo, e foi renovado. Aí, após algum tempo, o vídeo se tronou motivo para um flashmob em Barcelona, e o cantor russo gravou um novo vídeo para ensinar o “trololo” em 2010. Foi em junho de 2012 que o cantor faleceu. Você pode ver toda a história no post da Rosana Hermann ou curtir o Trololo aqui:

Mas já que a internet é feita de coisas atuais, confira o novo viral. Mas cuidado! Você nunca mais vai conseguir falar a palavra “NADA” sem pensar na música:

Pra que serve o Facebook?

Foi ontem à noite. Depois de alguns drinks no bar com os amigos, resolvemos ir para a casa de um deles. Compramos aparatos para brigadeiro e ficamos na cozinha, comendo brigadeiros-e-mais-doces e conversando. Algo que deveríamos fazer mais vezes, considerando os bons momentos que isso gera.

Ficamos até umas 4 horas da manhã. Rendeu.

Durante esse tempo, conversamos sobre muita coisa. Assuntos triviais do dia-a-dia. Assuntos polêmicos (mamilos!) como a legalização de aborto de anencéfalos. Assuntos idiotas que não sou permitido a divulgar neste espaço.

Sim, nós conversamos sobre tudo. E mais um pouco.

Quando a noite fria já alcançava seu ponto máximo antes das horas que antecedem o sol, conversamos sobre a razão de existência do Facebook:

Afinal, o uso do Facebook serve pra quê? A maioria criticava o fato de que muitos usuários da rede social apenas compartilham imagens/piadas o tempo todo. Fazem “flood” de mensagens, chistes, brincadeiras. Divertem-se com jogos que exigem colaboração dos amigos. Para nós, o Facebook deveria ser para compartilhar bons pensamentos: o que você fez hoje, que pensamento surgiu na mente, qual conhecimento foi adquirido.

Em partes, eu discordo. Não acho legal compartilhar todas as informações da minha vida. Entre os motivos, está o fato de que muitos “indesejáveis” teriam acesso a minhas informações. E aí vamos a outra discussão a respeito do Facebook: afinal, eu devo adicionar só quem eu quero na minha lista de amigos, ou faz-se necessário que eu adicione meros conhecidos por questões políticas de boa “vizinhança”?

No fim das contas, cada um tem conta no Facebook se quiser. Escreve e compartilha o que quiser. É “amigo” de quem quiser. A discussão serve apenas para pensar no assunto. E mudar, caso necessário.

Qual o limite do flood?

Twitter e Facebook vieram pra ficar. Inicialmente, as redes sociais tinham perguntas mais específicas, como “O que você está fazendo?”, “O que está acontecendo?”, ou algo semelhante. Com o tempo, as pessoas passaram a dizer muito mais do que somente o que está acontecendo, fazendo, etc. Tanto Facebook e Twitter viraram um verdadeiro “mural de colégio” totalmente livre e abrangente para (praticamente) o mundo todo.

E com isso, as pessoas insistem em “tuitar” ou atualizar o status sempre que vêem algo interessante, divertido, bonitinho, ou que querem compartilhar.

Sim, as pessoas tem todo o direito de atualizar e postar o que quiserem e o quanto quiserem. Quem não gosta, pode cancelar assinatura, dar unfollow, ou qualquer outra coisa do tipo.

Mas acredito que, por uma questão de etiqueta, é necessário saber dos limites para isso. Não entendo como Glória Khalil ou Fábio Arruda ainda não escreveram sobre isso (será que eu consigo sair na frente?).

Quando alguém escreve demais, chamamos de flood. E como o português é uma língua forte, nós já tomamos a palavra para nós e já criamos o verbo floodar (lindo isso, né? a línguagem).

Falta as pessoas aprenderem que o flood não é legal. Ninguém precisa postar nas redes sociais toda vez que vai ao banheiro, se chateia no trabalho, solta pum, come chocolate, etc. Ninguém precisa dar bom dia, boa tarde e boa noite o tempo todo… isso é só pra quando você encontra alguém pessoalmente. Talvez ainda aconteça porque hoje nós ainda “entramos” na internet, ou seja, trabalhamos/estudamos o dia todo e depois nos conectamos, como se a internet fosse uma sala de estar mundial. Em alguns anos, estaremos todos conectados 24h por dia, pelo celular, TV, tablets, microondas, etc, e ninguém precisará “entrar” na internet.

Faceebook/Twitter e afins não são sucursais religiosas. Portanto, deixe para louvar ao seu deus quando for à igreja. Obviamente, uma pessoa tem o direito de expressar sua crença na web, mas ultimamente as pessoas vem exagerando muito nisso, como se orar através da rede trouxesse mais benefícios do que na solidão do quarto.

O mesmo acontece para sites, links, blogs e informações importantes, curiosas, pertinentes ou engraçadas: se todo mundo for curtir, compartilhar, comentar ou tuitar toda e qualquer notícia que lê, vamos entrar em colapso mental por excesso de informação.

Não existe regra, muito menos lei. Mas o limite do flood nas redes sociais é o bom senso.

Domingo

Tem horas que as coisas parecem dar uma parada. Parece que o cérebro pede por um pouco de férias, o corpo pede para dormir bastante. Deve ser por isso que ele fica com febre, esquenta e provoca tosses: para que prestemos atenção mais no corpo e menos nas extensões que criamos para ele.

E mesmo assim parece que tem algumas coisas no ar. E quer saber? Não vou ficar tentando resolver tudo agora. Não vou sofrer antecipadamente. Vamos esperar, e conforme as coisas forem acontecendo, a gente responde a elas. Se “o futuro a Deus pertence”, é para que saibamos aproveitar o presente.

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Mudemos de assunto. Assuntos de domingo. Ou não.

Estou ficando cada vez mais irritado com a preocupação das minorias em relação a piadas e frases polêmicas. Agora a onde é ficar aparecendo por aí. Dá vontade de pendurar uma melancia na cabeça desses idiotas.

Dessa vez, foi o Caio Castro que disse que é melhor ter fama de pegador que de gay. Até aí, revela um pouco de preconceito da parte dele… e só. Mas resolveram fazer Cataratas do Iguaçu na descarga da privada. Não foi uma piada, mas aconteceu o mesmo que ocorreu com o Bastos e seu bebê, com Sandy e seu prazer anal, com atores e jogadores de futebol que parecem ter mostrado suas regiões íntimas na internet.

O Brasil está ficando insuportavelmente conservador, hipócrita e retrógrado. A primeira década do século 21 já foi, e ainda se preocupam com a vida alheia, ainda acham que sexo é coisa do capeta, ainda pensam que famosos não são seres humanos, ainda valorizam os seres humanos que supostamente atingem um patamar superior no jogo midiático.

Atenção: parem de valorizar coisas desvalorizadas, parem de achar que sexo é coisa de outro mundo, e parem de fazer tempestade em copo d’água. O grande problema é que querem dar lição de moral no mundo todo sem olhar para o próprio umbigo.