Enquanto isso…

Enquanto a gente vai estudando, trabalhando e ficando fora de casa mais que o necessário, as coisas vão acontecendo.

Os ministros do Supremo estão votando. Tudo promete que não vai acabar em pizza, embora seja cedo para dizer.

As Paralimpíadas estão tendo mais destaque na Globo que as Olimpíadas. Talvez isso seja bom. Talvez não seja bom nem ruim. Mas é estranho.

-Aí a Record resolveu criar a tal “Fazenda de Verão” e botar o Rodrigo Faro… afinal, o Brittão vai apresentar um programa diário nas tardes, sendo que antes seria o próprio Faro, que no fim das contas ficou a ver navios e saiu do Ídolos pra deixar pro Mion… capisce?

-E aí a Ana Hickman chamou a mulher do dono da RedeTV! pra apresentar o programa dela. Eu queria que isso acontecesse só pra escutar as piadas dos humoristas de stand-up a respeito disso. Se bem que se a RedeTV! tiver mais um sócio, vai diluir a piada.

-Apesar de a emissora barrafundense ter recuperado a vice liderança, Carrossel continua firme e forte.

-E a Caarminha segue reinando. Oi oi oi.

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Assim caminha a humanidade…

Lembro quando tocava essa música na televisão todas as tardes. Era mais ou menos o horário em que eu assistia Malhação. O que mais me marcou foi a música do Lulu Santos e uns momentos “videoclipe” da novela em que eles mostravam alguma mulher fazendo exercícios… de vez em quando mostravam homens também, e hoje eu associaria a cena com umas que são exibidas no Multishow (ou eram… faz tempo que eu não vejo).

Não venha me dizer que eu sou “safadinho”. Todo mundo é. (risos)

Depois disso, lembro de ter assistido às primeiras temporadas da novela logo que “abriram” o Múltipla Escolha. Lembro da Priscila Fantin, da Samara Felippo, do Cabeção…

Agora, após algumas escolhas erradas, a Globo resolveu modificar a Malhação para se ajustar aos jovens da atualidade. Aliás, buscar uma maneira de conquistar os adolescentes tem se tornado cada vez mais desafiador… talvez a melhor maneira de atingi-los é ir pra internet.

O fato é que cada vez mais se torna difícil entender o que pensam os jovens. Talvez porque eles não estejam pensando muito, apenas “indo com o fluxo” das correntes sócio-midiáticas. Afinal, os jovens de atualmente podem ter evoluído das gerações anteriores, mas muito pouco. Como diria Lulu Santos: “com passos de formiga e sem vontade”.

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Só pra comentar um pouco algumas coisas da TV:

-A base da boa audiência das grandes emissoras continua sendo, e será por muito tempo, a teledramaturgia. Máscaras e Carrossel estão aí para provar isso: uma do lado negativo, outra do lado positivo.

-Fez bem a Record em colocar Ana Hickman e Britto Junior em um programa vespertino. Mas se for pra ser qualquer coisa muito diferente do antigo (e ótimo) Tudo a Ver, vai ser uma pena.

-Falando em Record: com certeza o alto escalão da emissora ficou super feliz com a seleção brasileira ter chegado na final das Olimpíadas, mesmo sem ganhar. Mais que feliz que isso, só agora que o Russomano cresceu nas pesquisas para a prefeitura de São Paulo.

– Dia 21 de Agosto começa o horário eleitoral gratuito. Medo.

Quero aproveitar para fazer propaganda do Podcast do Cinem(ação). Para ouvir (já temos quatro, caminhando para o número cinco), basta clicar aqui.

O problema é a inércia

Lembro como se fosse hoje quando a Record anunciou que havia adquirido os direitos de exibição das Olimpíadas de Londres. Na época, a Globo estava focada na cobertura do mesmo evento em Pequim.

Não tenho nada contra nenhuma das emissoras. Mas sempre fui contra a diferença abissal entre a audiência e influência da Globo e as das outras emissoras. Não acredito que isso seja saudável.

Logo que começaram as Olimpíadas, comentei a respeito dos jogos e ouvi a seguinte afirmação: “esse ano as Olimpíadas estão meio apagadas, ninguém fala dela”. Fingi que não entendi muito bem a afirmação.

No dia seguinte, fui almoçar em um restaurante e a TV estava na Globo, enquanto eu acabara de saber que o Brasil estava com chances de medalha no judô. Pedi para a garçonete colocar “nas olimpíadas” (qualquer um dos canais possíveis), e ela perguntou: “em que canal está passando?”.

Poucos dias depois, li um comentário no twitter que criticava a “inércia” das pessoas de assistir à Globo: de acordo com a ‘tuiteira’, ninguém na sala de espera da clínica fazia questão de mudar para a Record para ver as Olimpíadas, e fizeram cara de “espanto” quando ela reclamou.

Utilizou a palavra correta: inércia.

Não acredito que haja uma emissora “melhor” que a Globo. Realmente, a vênus platinada merece todos os créditos e toda a audiência por seu jornalismo correto, sua teledramaturgia quase impecável, entre outros. Mas acho um absurdo viver em um país que depende de um único grupo de comunicação para definir  o que é “sucesso” e o que é “fracasso”.

Li pela internet que a média de audiência das Olimpíadas de Londres é metade da que foi alcançada nos últimos jogos. Porque não é na Globo. Será que a transmissão na Record é tão ruim que as pessoas prefiram assistir outra coisa? Duvido.

Sim, eu sei que “TV é hábito”. Sempre foi. Mas no Brasil, TV é hábito até demais. E sem discutir qualidade nem origem de dinheiro nem merecimento (que geram mais polêmica que mamilos), o fato é que essa inércia faz muito mal.

No fim das contas, a Globo tem mais dinheiro e qualidade porque tem mais audiência, e tem mais audiência porque tem mais dinheiro e qualidade.

É o ciclo da “bolachinha”: está sempre fresquinho porque vende mais ou vende mais porque está sempre fresquinho?

Fátima e as comparações

Não vi quase nada do novo programa da Fátima Bernardes. Sei que foi bem de audiência, mas acredito que isso aconteceu por causa da estreia. Depois, a audiência deve se acomodar um pouco.

Me peguei pensando nas comparações. Muitos disseram que ela quer “ser a Oprah”. Outros disseram que foi uma mistura de Silvia Poppovic com Casos de Família com sei lá o quê.

Mas o que é isso, minha gente? Um programa sobre temas variados, conversas e debates, não tem como ser realmente inovador. É claro que o programa vai lembrar um pouco outros que tem por aí.

É interessante como sempre tentamos comparar as coisas: um filme é “mistura de filme X com filme Y”. O novo programa é uma tentativa de ser isso com pitadas daquilo. Você é o seu pai com os olhos da sua mãe… e por aí vai.

Concordo que o visual deveria ser mais “clean” e mais claro. Fica parecendo programa noturno sendo reprisado.

Também não estou me isentando das comparações. Eu também comparo muita coisa.

De qualquer maneira, vamos ver o que o tempo vai dizer deste programa que tirou os desenhos da Globo.

Xuxa

Não. Eu não gosto da Xuxa. Nunca gostei. Sou da geração da Angélica (e deveria ter vergonha de fazer tal afirmação neste blog).

Nem sei o que pensar daquela entrevista que ela deu ao Fantástico. Me pareceu tudo muito falso, forçado. Ela conseguiu a façanha de “bater em cachorro morto”. Dois, ainda por cima. Por que não falou coisas polêmicas dos vivos? Do Pelé? Do Szafir? E por que falou só agora?

Embora a “Rainha dos baixinhos” e dona do bordão “Ahã Cláudia, senta lá” não esteja na minha lista de seres humanos favoritos, também não acho justo “linchar” a imagem da apresentadora. Se ela fez filmes “eróticos” erotizou a infância, foi em outros tempos. Não dá pra condenar alguém pelo seu passado. Fosse assim, muita gente deveria pagar pelos pecados antes da Xuxa.

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O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma série de medidas que farão aumentar a oferta de crédito para compras de carro. Como se já não bastasse o trânsito caótico nas grandes cidades do país. Redução de IPI e IOF vão fazer o consumidor brasileiro comprar, comprar e comprar. E se endividar, endividar e endividar. O objetivo é que a indústria no país cresça bastante. A medida corrobora com a ideia de que o Brasil quer fazer de tudo pra crescer. Mas tem que tomar cuidado… isso tá parecendo a Record… EITA! Agora eu entendi tudo. O quê? Ah, esquece.

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Pretendo tecer comentários sobre Carrossel. Em breve.

Com passos de formiga e sem vontade

Parece que é assim que a TV caminha. Lentamente.

Não sei se sempre foi assim. Apesar de tudo, não entendo muito sobre a história dessa caixinha que não é mais caixinha.

Por mais que alguns canais invistam em teledramaturgia ou novos programas, e por mais que melhores, parece que tudo fica sempre a mesma coisa: todo mundo com a mesma “cara”, os mesmos bons momentos, as mesmas dificuldades. Pra cada passo que se dá pra frente, parece que dão outro pra trás e, assim, ficam no mesmo lugar.

Por essas e outras, cansei um pouco disso tudo.

Claro que surgem algumas mudanças por aí. Boa safra atual de novelas, boas séries e minisséries (na Globo, Record, HBO…), Band crescendo, RedeTV caindo, SBT caindo/crescendo.

As coisas vão mudando, pero no mucho.

A paniquete careca

O mundo é uma enxurrada. De informações, sensações, ações.

Portanto, não me lembro onde nem quando. Mas li uma crítica recente à parceria das emissoras de TV com produtoras. A Globo já produziu Som e Fúria com a O2Filmes, e diversos outros projetos. Logo mais a Record vai estrear Fora de Controle, parceria com a Gullane Filmes.

Sinceramente, não entendo a crítica. Acho que a parceria de emissoras é mais do que saudável Traz gente nova pra TV, leva ares de novidade ao telespectador, e ainda estimula o mercado de produtoras. É uma forma mais justa de fazer TV. As emissoras dividem os gastos, mas também dividem os lucros… quem sabe um dia a gente se assemelha mais aos Estados Unidos, que produz muito mais em quantidade e qualidade.

Aí o Pânico raspa a cabeça da menina e todo mundo fica revoltado. Alguém perguntou pra ela se ela se arrependeu? E não dou dois meses para ela colocar um “megahair” em algum salão de beleza de (sub)celebridade.

Antes de ficarem revoltados porque rasparam a cabeça dela, deveriam ficar revoltados porque as “paniquetes” ganham 250 reais por programa. Até eu, que sou professor, ganho mais no mês (eu acho…mas é melhor nem calcular).

E antes que você me diga que elas podem posar nuas, manter a carreira de modelo ou fazer “outros tipos de programa” (é o que dizem) para ganhar mais, eu digo que uma coisa não justifica a outra. (ei, peraí, eu também posso fazer outras coisas pra ganhar dinh… não, melhor não).

Há de se criticar o desespero na busca por audiência. Mas também há de se criticar o falso moralismo de críticos que dão a fatos como este uma dimensão maior do que ele merece.