Cinema sozinho e fluxo de consciência

Muita gente não vai ao cinema sozinho. Eu vou.

Se ninguém quer ou pode ver o filme comigo, vou ver o filme.

Fui, assisti, me diverti, me emocionei. Em breve, vai ter crítica no Cinem(ação). Reencontrei, depois do filme, diversas caras conhecidas. Amigos de longe, conhecidos de tempos atrás, amigos. Tudo porque a chuva me impediu de ir correndo pro carro. Acho que é o destino, ou não.

Acho interessante pensar nessas coisas do destino. Será que há destino ou será que há apenas acasos? A vida é controlada por algo maior ou somente o livre-arbítrio nos é concedido? Um pouco dos dois, quiçá.

As travas da rotina

Dizem que a rotina é só de Segunda a Sexta. Pura mentira.

Os fins de semana também tem uma certa rotina. E por mais que planejemos algumas atividades no fim de semana, sempre temos afazeres dos quais é quase impossível fugir.

Almoçar com a família, ficar por um tempo no restaurante. Levar o cão para o veterinário, ajudar a regar as plantas. Enxer o tanque, passar no banco.

Além de tudo isso, tem a famosa preguiça de fim de semana. Sábados e Domingos são dias para descansar, e não cumprir  obrigações.

Mas cumprimos. Cumprimos algumas obrigações, planejamos outras tantas, e deixamos de lado algumas outras. E o domingo se fecha, e as horas seguintes serão todas preenchidas com afazeres diários, a famosa daily routine.

Resta a cada um de nós saber fugir da rotina, quebrar o ciclo vicioso com um murro, desfazer a curva, atravessar o canteiro central e sair pela entrada, entrar pela saída ou seguir pelo pasto sem estrada.