Estaria o mundo piorando?

Talvez isso seja um pensamento de velho. Mas, infelizmente, é o pensamento que paira em minha mente vez ou outra. Tenho contato com muitos adolescentes entre uma aula e outra que leciono. A impressão que eu tenho é que cada vez menos se valoriza o conhecimento ou o pensamento crítico. Os jovens simplesmente não dão importância para isso e, consequentemente, não dão importância ao que o professor, a instituição escolar ou qualquer outra fonte de conhecimento.

O instantâneo é cada vez mais valorizado. Como se o perene não merecesse a atenção justamente porque temos a ilusão de que ele pode ser alcançado a qualquer momento, em um banco de dados gigantesco chamado internet.

Acredite: existem pessoas que não sabem que a capital da Espanha é Madrid. Simplesmente não sabem, e não são pessoas com pouco acesso ao ensino ou sem privilégios. Não ter esse conhecimento não seria problema algum se não houvesse o segundo dos problemas: ao receber a informação, muitas tratam com desdém e simplesmente não se importam em ter essa informação. Se um mero conhecimento básico como a capital de um importante país já é motivo de desinteresse, o que podemos pensar a respeito de um pensamento mais complexo que se proponha a eles?

Será que teremos uma geração de pessoas absolutamente preguiçosas, acostumadas a apenas curtir e compartilhar imagens vazias de sentido em redes sociais?

…e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar…

Sim, eu deveria escrever mais vezes aqui no blog. A correria se dá por diversos motivos:

1- Estou trabalhando cada vez mais. Na semana que vem as aulas começam, e aí o tempo vai ser ainda mais escasso.

2- Vou começar minha pós-graduação em breve. Conforme eu escrevi em algum lugar: sou um projeto de jornalista. Por enquanto.

3- Já estou trabalhando como jornalista. Assistente de redação. E estou gostando bastante. Acho que agora eu sei o que responder quando perguntarem: “O que você quer ser quando crescer”?

E conforme seguimos adiante, temos que deixar algumas coisinhas de lado. A academia é um exemplo. O blog é outro.

Mas vou me esforçar para escrever bastante… e confesso que o Cinem(ação) terá prioridade.

No próximo post, juro que vou tentar não escrever neste estilo “Cosmi Rímoli”.

Mudanças

Sempre é  bom mudar. Eu, que venho procurando dar um rumo na vida (se bem que acho que viver é isso, procurar rumos), saí de um emprego e amanhã começo efetivamente o novo. Sim, o trabalho efetivo começa em um sábado: porque dar aulas de inglês é ingrato por isso: as aulas se concentram à noite e aos sábados. Mas tudo bem, trabalhar aos sábados não é tão ruim quanto parece.

Aliás, tinha me esquecido como é prazeroso preparar aulas e buscar coisas novas para os alunos. Amanhã, vou conhecer os alunos e ver como vai ser o andamento do semestre.

Estou começando a valorizar mais o contato humano, a valorização das pessoas e o “olhar nos olhos”. Não que eu seja um antissocial (agora é assim que escreve, né?) que não gosta de seres humanos, mas acho que este é um quesito a ser melhorado em minha vida. E será. Nada melhor do que passar um ano e meio trabalhando na frente de um computador para valorizar as pessoas.

A vida é uma eterna mudança. Mudar faz bem. Quando mudamos, reavivamos o cérebro, aprendemos coisas novas, deparamo-nos com novos ares, e evoluímos.

Pronto para começar uma nova etapa. Feliz. E satisfeito.