Novo Feliz

Tudo estava impecavelmente arrumado. A ampla sala de estar tinha todos os bibelôs no lugar, as almofadas organizadamente distribuídas pelo sofá branco, os tapetes devidamente enquadrados no piso. Pela varanda cheia de vasos, plantas e poltronas, via-se quase toda a cidade, cujas luzes já se acendiam, confrontando a já enfraquecida luz do sol, que se apagava no horizonte. Os porta-retratos mostravam pares de sorrisos que se repetiam: embora os rostos variassem de jovens a idosos, as paisagens e a tonalidade das cores fossem diferentes, eram as mesmas pessoas fotografadas ao longo de suas vidas. Continuar lendo

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Ano, memória, blablablá

O ano vai chegando ao fim. E com ele, as listas, os “Top 10” e as retrospectivas. Isso é muito bom, porque só então eu percebo que minha memória é curta.
Não me lembrava da morte do ex presidente Itamar Franco… se não fosse a retrospectiva e eu tivesse um programa de TV, correria o risco de mandar um beijo pra ele.
Não sei se por muito trabalhar ou se porque tenho parafusos faltando, tinha a impressão de que a minissérie “Amor em 4 atos” havia sido exibida há uns dois anos. Mas se a lista de “melhores da TV” diz que é um dos melhores de 2011, eu acredito. O mesmo com “Cordel Encantado”, que eu não pude acompanhar e na minha cabeça parece que foi há um bom tempo.
O Bin Laden morreu… ou não. Tem coisas que só acredito vendo, e como não vi, prefiro deixar na coluna de “dúvidas” do meu “Excel cerebral”.
Mas o meu cérebro funciona diferente dos cérebros normais. Não sei se isso é melhor ou pior, mas é.
O fato é que 2011 foi um ano bom por muitas coisas. No âmbito pessoal, profissional (embora pudesse ser melhor) e teve diversos altos e baixos nos quesitos política, economia e TV… como todos os anos.
Como sempre, o ser humano tenta medir o imensurável, objetivar o subjetivo. O tempo,ao contrário do que pensamos,não é mensurável, e vai além da contagem de segundos-minutos-horas-dias-meses-anos. Cada um tem o seu tempo, o seu período de transição.
Dizem que fim de ano é época para refletir, repensar, renovar, blablablá. É se você quiser. Se não quiser, isso pode ser feito em qualquer época do ano.
Aliás, uma vez por ano é pouco.