A reciclagem do velho na internet…

facebookJá devo ter falado sobre isso. Acho impressionante como as pessoas reciclam o que é velho pela web. No Facebook, então, é pior ainda. Compartilhamentos de pessoas desaparecidas (agora os cães são ainda mais presentes), além de textos e depoimentos “antigos”, como o texto do Romário sobre a Copa do Mundo, são sempre relembrados pelos compartilhadores de plantão.

Nos e-mails, surgem vídeos, textos e apresentações de power point que devem ter sido feitos em 1999.

Recentemente, uma pessoa compartilhou a história de que uma mulher não quis se sentar ao lado de um negro em um voo da TAM. Esta farsa é mais velha que a própria internet, e circula por aí há tempos. Mas como a internet é um navio de novos e velhos marinheiros de memória curta, as pessoas acreditam quando alguém coloca “história verídica”.

É por essas e outras que eu tenho pedido para o Facebook ocultar atualizações de muitos dos meus “amigos”.

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Não é (só)bre TV… ou é? (só que não)

cameraNos últimos tempos, peguei o hábito de usar a expressão “nos últimos tempos”.

Nos últimos tempos (eu ia dizer “ultimamente”, mas preferi manter o hábito para justificar a primeira frase), comecei a conhecer alguns videologs muito interessantes.

Tenho gostado muito de acompanhar alguns “vlogueiros” pelo youtube, afinal são um pouco mais “específicos” que os programas de TV.

Tudo começou quando eu comecei a pesquisar vídeos que mostrassem a diferença entre inglês americano e inglês britânico (para as minhas aulas particulares – afinal, once an english teacher, always an english teacher). Aí, encontrei isso:

Não é bem o que eu queria, mas confesso que foi razoável. Então, procurei pelos videologs da Fleur, a loirinha deste vídeo (don’t ask me  why), e encontrei o canal de vídeos dela (ela vai se casar com o carinha lá… e o que eu tenho a ver com isso? – risos).

Achei bem legal ver videologs em inglês para praticar um pouco o ouvido: é melhor que assistir filmes com atuação. Nesses vídeos, a maneira de falar é exatamente como eles falam entre si (espero!).

Logo em seguida, conheci um vlogger muito famoso da Inglaterra chamado Charlie McDonnel. Mais tarde, descobri que ele é uma webcelebridade no Reino Unido. Um dos vídeos que gostei, por motivos do uso da língua inglesa, e que vou tentar usar para aulas, é este:

Eis que acabei descobrindo, em algum outro momento das minhas andanças pelo youtube, o canal da Tatiana Feltrin… EM PORTUGUÊS! É um deleite aos que gostam de uma boa leitura.

Vídeos virais e o novo-velho da internet

video-viralSe tem uma coisa que eu acho lindo na intenet é sua capacidade de ser um banco de dados gigantesco. Podemos encontrar de tudo em todos os lugares. Basta saber procurar, ter paciência com os espaços da publicidade, e não confiar em tudo.

Estava assistindo ao ótimo vídeo do canal Nostalgia sobre os Virais da Internet, e me deparei com uma coisa interessante: eu desconhecia muitos dos vídeos.

Quando percebi, eu estava rindo de antigos vídeos de indianos com “legendas em português”. São antigos mas eu nunca tinha visto.

No entanto, lembro de quando se tornou viral o vídeo “O Cara Tossiu”, exibido em flash antes mesmo de o youtube existir:

O que mais me fascina na internet é a renovação do velho e o envelhecimento do novo. Às vezes, vídeos antigos se tornam manias pelas redes sociais, e vídeos recentes são esquecidos, para serem lembrados mais tarde.

Um grande exemplo disso é o Trololo. Um vídeo da Rússia/URSS de 1976 que se tronou viral no Youtube. Era antigo, e foi renovado. Aí, após algum tempo, o vídeo se tronou motivo para um flashmob em Barcelona, e o cantor russo gravou um novo vídeo para ensinar o “trololo” em 2010. Foi em junho de 2012 que o cantor faleceu. Você pode ver toda a história no post da Rosana Hermann ou curtir o Trololo aqui:

Mas já que a internet é feita de coisas atuais, confira o novo viral. Mas cuidado! Você nunca mais vai conseguir falar a palavra “NADA” sem pensar na música: