Tragédia em Santa Maria, jornalismo e informação

santamariaNo momento em que escrevo este post, jornalistas trabalham para cobrir a informar sobre a tragédia que aconteceu na casa noturna da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Diversos elementos da cobertura e da maneira como as pessoas se informam vieram à tona.

1- O jornalismo se preocupa em dar números. 232 mortos. 131 feridos. Infelizmente, poucos pensam além dos números. É impossível mensurar a dor de uma mãe que perde seu filho, a dor de um irmão ou amigo que perde alguém que vai fazer falta. Não são 232 pessoas mortas. São 232 famílias quebradas, 232 futuros interrompidos. E isso é difícil de medir, e até mesmo de mostrar no fazer jornalístico sem se tornar sensacionalista.

2- As pessoas estão ávidas por informação. Isso pode ser bom, mas faz com que muitos caiam na armadilha de acreditar nas primeiras palavras que surgem sobre o assunto. Os seguranças barraram a passagem das pessoas? Havia menores de idade no local? São coisas que precisam ser apuradas, e as fofocas do twitter não ajudam. Acredite apenas nos portais de notícias, onde as informações são apuradas.

3- Pessoas insensíveis fazem comentários maldosos a respeito do acontecimento. Muita gente fica indignada, mas o fato é que a possibilidade de ser anônimo na internet apenas evidencia o que muita gente já faz: piada de mal gosto em horas impróprias e total desprezo pelas mortes. Acredito (ou prefiro acreditar) que a maioria faz esse tipo de piada porque se acostumou a ver o mundo por uma tela de TV ou computador – ela é fria, distante, e faz tudo ser como se estivesse acontecendo a quilômetros de distância.

Um pouco mais de humanidade a todos.

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Um comentário em “Tragédia em Santa Maria, jornalismo e informação

  1. André San disse:

    O jornalismo se preocupa em dar números, e realmente os números parecem tornar tudo muito frio, técnico, que pouco se assemelha à triste realidade abordada. No entanto, a “humanização” das informações sempre corre o sério risco de cair no piegas, no sensacionalismo, na exploração da desgraça alheia. São dois extremos que devem ser evitados ao máximo. Abraço.
    André San – http://www.tele-visao.zip.net

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