Sou a favor da produção

penacova_josedoegitoNovelas, seriados, minisséries… quando se produz bastante teledramaturgia (e cinema, por favor), o Brasil passa a exercer mais influência cultural sobre si mesmo, fazendo com que produções internacionais sejam postas de lado.

Não que as pessoas não possam assistir CSI ou The Walking Dead, mas há de se dar mais valor ao produto brasileiro. E o Brasil produz coisa muito boa, em diversas áreas. Infelizmente, a maior parte da produção e principalmente da audiência está nas mãos de uma única empresa.

Quando uma emissora, qualquer que seja, se propõe a fazer uma novela ou minissérie, por mais simples ou pobre que seja, sua atitude deve ser valorizada. Quando uma emissora investe dinheiro em câmeras para fazer belas imagens, sua intenção em fazer algo bem feito deve ser valorizada.

Quando emissoras de TV por assinatura seguem a (ótima) lei que prevê produção nacional nos canais, elas valorizam um mercado importante, dão emprego e, principalmente, voz a diversos artistas ávidos para colocar em prática o que aprenderam, desejosos de aplicar seus conhecimentos, e cheios de emoções a serem transmitida.

É isso que eu valorizo: a produção nacional, a teledramaturgia. Independente de como e com quais dificuldades ou defeitos. Mas se for bem feita, bonita e que acrescente, é claro que fica muito melhor.

Tragédia em Santa Maria, jornalismo e informação

santamariaNo momento em que escrevo este post, jornalistas trabalham para cobrir a informar sobre a tragédia que aconteceu na casa noturna da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Diversos elementos da cobertura e da maneira como as pessoas se informam vieram à tona.

1- O jornalismo se preocupa em dar números. 232 mortos. 131 feridos. Infelizmente, poucos pensam além dos números. É impossível mensurar a dor de uma mãe que perde seu filho, a dor de um irmão ou amigo que perde alguém que vai fazer falta. Não são 232 pessoas mortas. São 232 famílias quebradas, 232 futuros interrompidos. E isso é difícil de medir, e até mesmo de mostrar no fazer jornalístico sem se tornar sensacionalista.

2- As pessoas estão ávidas por informação. Isso pode ser bom, mas faz com que muitos caiam na armadilha de acreditar nas primeiras palavras que surgem sobre o assunto. Os seguranças barraram a passagem das pessoas? Havia menores de idade no local? São coisas que precisam ser apuradas, e as fofocas do twitter não ajudam. Acredite apenas nos portais de notícias, onde as informações são apuradas.

3- Pessoas insensíveis fazem comentários maldosos a respeito do acontecimento. Muita gente fica indignada, mas o fato é que a possibilidade de ser anônimo na internet apenas evidencia o que muita gente já faz: piada de mal gosto em horas impróprias e total desprezo pelas mortes. Acredito (ou prefiro acreditar) que a maioria faz esse tipo de piada porque se acostumou a ver o mundo por uma tela de TV ou computador – ela é fria, distante, e faz tudo ser como se estivesse acontecendo a quilômetros de distância.

Um pouco mais de humanidade a todos.

Voltando… quiçá

Vou procurar postar com mais frequência. Sei que ando sumido, e não há um único motivo para isso.

Talvez os motivos estejam mais vinculados ao Cinem(ação) que, somado ao trabalho, consomem quase todo o meu tempo. Outro motivo talvez seja o pouco tempo que tenho dedicado à TV. Como eu falava muito de TV, acabei  ficando sem assunto.

Talvez seja apenas um hábito que estou mudando: ver menos TV pode ser bom porque sobra mais tempo para outras coisas. Se eu estivesse lendo mais livros, seria ainda melhor.

No entanto, vou voltar a falar de assuntos variados. Pelo menos vou tentar.

Vídeos virais e o novo-velho da internet

video-viralSe tem uma coisa que eu acho lindo na intenet é sua capacidade de ser um banco de dados gigantesco. Podemos encontrar de tudo em todos os lugares. Basta saber procurar, ter paciência com os espaços da publicidade, e não confiar em tudo.

Estava assistindo ao ótimo vídeo do canal Nostalgia sobre os Virais da Internet, e me deparei com uma coisa interessante: eu desconhecia muitos dos vídeos.

Quando percebi, eu estava rindo de antigos vídeos de indianos com “legendas em português”. São antigos mas eu nunca tinha visto.

No entanto, lembro de quando se tornou viral o vídeo “O Cara Tossiu”, exibido em flash antes mesmo de o youtube existir:

O que mais me fascina na internet é a renovação do velho e o envelhecimento do novo. Às vezes, vídeos antigos se tornam manias pelas redes sociais, e vídeos recentes são esquecidos, para serem lembrados mais tarde.

Um grande exemplo disso é o Trololo. Um vídeo da Rússia/URSS de 1976 que se tronou viral no Youtube. Era antigo, e foi renovado. Aí, após algum tempo, o vídeo se tronou motivo para um flashmob em Barcelona, e o cantor russo gravou um novo vídeo para ensinar o “trololo” em 2010. Foi em junho de 2012 que o cantor faleceu. Você pode ver toda a história no post da Rosana Hermann ou curtir o Trololo aqui:

Mas já que a internet é feita de coisas atuais, confira o novo viral. Mas cuidado! Você nunca mais vai conseguir falar a palavra “NADA” sem pensar na música:

Facebook: álbuns restritos

facebook-privacidadeColoquei no Facebook as fotos da festa que fiz em casa. Na hora de selecionar o nível de privacidade, bloqueei o álbum e ele só será visualizado por quem esteve presente.

Ultimamente, tenho sido cauteloso com o que é publicado nas redes sociais. Não sou destes chatos que acham que o mundo  é horrível só porque nossas vidas estão mais à vista dos outros. Mas também não precisa avacalhar. Se eu publico fotos de festas (ou qualquer outro tipo de evento na minha vida), não quero que pessoas indesejáveis fiquem sabendo de detalhes do que eu fiz. Minha vida não interessa a elas.

No meu caso, também preciso ter um outro cuidado: minha vida profissional não é desvinculada da vida pessoal (hoje em dia, poucos tem esse privilégio, aliás). Não é de bom tom ser visto por contatos importantes com bebidas na mão ou poses esquisitas (veja bem, eu não faço isso, é apenas uma suposição! – risos).

Acho que é importante ter um pouco de limite e evitar a exposição. É claro que os dias de hoje exigem que nossas vidas sejam “um livro aberto”. Quem lê este blog e me acompanha no twitter deve saber muito da minha vida. O gerente do banco deve ter acesso a muitas informações confidenciais a respeito de mim. Mas é de bom tom não facilitar tanto assim.

Breve retrospectiva de 2012

2012 written on sandNão sou de ficar lembrando o passado. Chorar o leite derramado não é comigo, e alguns fatos da minha vida eu nem consigo localizar certo no tempo (sabe quando você não sabe se aquele fato é de 2002, 2005 ou 1999?). Mas acho legal fazer uma pequena retrospectiva, até para facilitar na hora de fazer os planos para o ano que se inicia. Já que o tempo é fatiado em espaços de 365 dias, temos que aproveitar isso para organizar a mente, renovar as esperanças e sonhos, etc e tal.

2012 foi um ano muito melhor do que pensei que seria. Superou as expectativas, já que as coisas aconteceram muito mais rápido do que eu pensei.

Nunca imaginei que iria trabalhar com jornalismo já no meio do ano. Comecei o trabalho antes mesmo de começar a pós-graduação, que a propósito vem sendo absolutamente excelente.

2012 foi um ano excelente por isso. Comecei a trabalhar com algo que realmente gosto, o que me fez finalmente conseguir a resposta à pergunta: “o que você quer ser quando crescer?”. Comecei os estudos que estão me fazendo bem, não só porque me ensinam algo que me fascina, mas porque os colegas são ótimos, as discussões são enriquecedoras e eu me convenço cada vez mais de que estou apto a realizar um bom trabalho como jornalista.

Por tudo isso, 2012 foi um excelente ano. Para 2013, apenas planejo estudar espanhol, concluir a pós-graduação e ganhar mais dinheiro, ou seja, nada de mais. Mas não guardo grandes expectativas… é melhor assim, levar a vida conforme a vida vai.