Viva como se fosse viver eternamente

vidaeternaNão… este post não é sobre os planos para 2013, e nem um balanço de 2012. Ainda não farei isso, mas tentarei fazer depois.

Alguns dizem que o mundo vai acabar. No fundo, quase ninguém acredita realmente nessas coisas. Mas eu, particularmente, acredito que estamos vivendo um período de mudanças. Talvez seja a tal era de aquário, talvez seja o novo milênio. Talvez seja a transformação da Terra em um mundo de regeneração em vez de um mundo de provas e expiações… mas isso é oriundo da religião. E o processo é lento.

Mas, particularmente, tenho me divertido com o fim do mundo.

Mas vamos divagar, hipoteticamente falando, se o mundo acabasse dia 21 (amanhã), eu procuraria viver da mesma maneira. Nada de arroubos ou ímpetos de achar que tudo deve ser feito antes de acabar o mundo, a vida na terra ou a própria vida. Sou da teoria de que não devemos “viver como se fosse o último dia de vida”. Prefiro aquele conselho que diz: viva como se fosse viver eternamente.

Porque quem vive como se fosse morrer amanhã pode até aproveitar a vida, mas não planta novas sementes. A graça da vida está em plantar sementes para colhê-las depois… em alguns casos, muito tempo depois. Se fôssemos viver como se a morte estivesse à espreita, não faríamos faculdade, não investiríamos dinheiro naquela casinha (modesta), e não nos apaixonaríamos – afinal, o amor leva tempo e a vida imediatista só pede o sexo sem comprometimento emocional.

Eu espero poder viver como se fosse eterno. Chegar aos 80 anos e começar uma nova faculdade, fazer um fundo de investimentos e planejar uma viagem pela Europa, ou pela Malásia, ou China, sei lá. Como diria Raul Seixas: “eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”.

Não é à toa que a gente nunca sabe quando vai morrer. Imagina se tivéssemos um relógio no corpo fazendo contagem regressiva, que ruim que seria.