jornalismo

Dia 21 foi dia de fechamento. Pouco estava pronto. Eu me comprometi a não sair da redação enquanto não estivesse nada completo. Não fui o único.

Meu horário de chegada foi às oito horas, uma hora mais cedo que o usual. Cheguei, sentei, comecei. E só fui sair de lá mais de oito e meia da noite.

Foi cansativo, mas não sem aprendizado. A satisfação de fechar uma revista e entregar sem atrasos é realmente uma excelente sensação.

Mas melhor que entregar algo sem atrasos é saber que estou no caminho certo. Finalmente, faço na minha vida uma coisa que eu poderia fazer pelo resto da vida.

Estaria o mundo piorando?

Talvez isso seja um pensamento de velho. Mas, infelizmente, é o pensamento que paira em minha mente vez ou outra. Tenho contato com muitos adolescentes entre uma aula e outra que leciono. A impressão que eu tenho é que cada vez menos se valoriza o conhecimento ou o pensamento crítico. Os jovens simplesmente não dão importância para isso e, consequentemente, não dão importância ao que o professor, a instituição escolar ou qualquer outra fonte de conhecimento.

O instantâneo é cada vez mais valorizado. Como se o perene não merecesse a atenção justamente porque temos a ilusão de que ele pode ser alcançado a qualquer momento, em um banco de dados gigantesco chamado internet.

Acredite: existem pessoas que não sabem que a capital da Espanha é Madrid. Simplesmente não sabem, e não são pessoas com pouco acesso ao ensino ou sem privilégios. Não ter esse conhecimento não seria problema algum se não houvesse o segundo dos problemas: ao receber a informação, muitas tratam com desdém e simplesmente não se importam em ter essa informação. Se um mero conhecimento básico como a capital de um importante país já é motivo de desinteresse, o que podemos pensar a respeito de um pensamento mais complexo que se proponha a eles?

Será que teremos uma geração de pessoas absolutamente preguiçosas, acostumadas a apenas curtir e compartilhar imagens vazias de sentido em redes sociais?

Enquanto isso…

Enquanto a gente vai estudando, trabalhando e ficando fora de casa mais que o necessário, as coisas vão acontecendo.

Os ministros do Supremo estão votando. Tudo promete que não vai acabar em pizza, embora seja cedo para dizer.

As Paralimpíadas estão tendo mais destaque na Globo que as Olimpíadas. Talvez isso seja bom. Talvez não seja bom nem ruim. Mas é estranho.

-Aí a Record resolveu criar a tal “Fazenda de Verão” e botar o Rodrigo Faro… afinal, o Brittão vai apresentar um programa diário nas tardes, sendo que antes seria o próprio Faro, que no fim das contas ficou a ver navios e saiu do Ídolos pra deixar pro Mion… capisce?

-E aí a Ana Hickman chamou a mulher do dono da RedeTV! pra apresentar o programa dela. Eu queria que isso acontecesse só pra escutar as piadas dos humoristas de stand-up a respeito disso. Se bem que se a RedeTV! tiver mais um sócio, vai diluir a piada.

-Apesar de a emissora barrafundense ter recuperado a vice liderança, Carrossel continua firme e forte.

-E a Caarminha segue reinando. Oi oi oi.