Assim caminha a humanidade…

Lembro quando tocava essa música na televisão todas as tardes. Era mais ou menos o horário em que eu assistia Malhação. O que mais me marcou foi a música do Lulu Santos e uns momentos “videoclipe” da novela em que eles mostravam alguma mulher fazendo exercícios… de vez em quando mostravam homens também, e hoje eu associaria a cena com umas que são exibidas no Multishow (ou eram… faz tempo que eu não vejo).

Não venha me dizer que eu sou “safadinho”. Todo mundo é. (risos)

Depois disso, lembro de ter assistido às primeiras temporadas da novela logo que “abriram” o Múltipla Escolha. Lembro da Priscila Fantin, da Samara Felippo, do Cabeção…

Agora, após algumas escolhas erradas, a Globo resolveu modificar a Malhação para se ajustar aos jovens da atualidade. Aliás, buscar uma maneira de conquistar os adolescentes tem se tornado cada vez mais desafiador… talvez a melhor maneira de atingi-los é ir pra internet.

O fato é que cada vez mais se torna difícil entender o que pensam os jovens. Talvez porque eles não estejam pensando muito, apenas “indo com o fluxo” das correntes sócio-midiáticas. Afinal, os jovens de atualmente podem ter evoluído das gerações anteriores, mas muito pouco. Como diria Lulu Santos: “com passos de formiga e sem vontade”.

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Só pra comentar um pouco algumas coisas da TV:

-A base da boa audiência das grandes emissoras continua sendo, e será por muito tempo, a teledramaturgia. Máscaras e Carrossel estão aí para provar isso: uma do lado negativo, outra do lado positivo.

-Fez bem a Record em colocar Ana Hickman e Britto Junior em um programa vespertino. Mas se for pra ser qualquer coisa muito diferente do antigo (e ótimo) Tudo a Ver, vai ser uma pena.

-Falando em Record: com certeza o alto escalão da emissora ficou super feliz com a seleção brasileira ter chegado na final das Olimpíadas, mesmo sem ganhar. Mais que feliz que isso, só agora que o Russomano cresceu nas pesquisas para a prefeitura de São Paulo.

– Dia 21 de Agosto começa o horário eleitoral gratuito. Medo.

Quero aproveitar para fazer propaganda do Podcast do Cinem(ação). Para ouvir (já temos quatro, caminhando para o número cinco), basta clicar aqui.

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…e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar…

Sim, eu deveria escrever mais vezes aqui no blog. A correria se dá por diversos motivos:

1- Estou trabalhando cada vez mais. Na semana que vem as aulas começam, e aí o tempo vai ser ainda mais escasso.

2- Vou começar minha pós-graduação em breve. Conforme eu escrevi em algum lugar: sou um projeto de jornalista. Por enquanto.

3- Já estou trabalhando como jornalista. Assistente de redação. E estou gostando bastante. Acho que agora eu sei o que responder quando perguntarem: “O que você quer ser quando crescer”?

E conforme seguimos adiante, temos que deixar algumas coisinhas de lado. A academia é um exemplo. O blog é outro.

Mas vou me esforçar para escrever bastante… e confesso que o Cinem(ação) terá prioridade.

No próximo post, juro que vou tentar não escrever neste estilo “Cosmi Rímoli”.

O problema é a inércia

Lembro como se fosse hoje quando a Record anunciou que havia adquirido os direitos de exibição das Olimpíadas de Londres. Na época, a Globo estava focada na cobertura do mesmo evento em Pequim.

Não tenho nada contra nenhuma das emissoras. Mas sempre fui contra a diferença abissal entre a audiência e influência da Globo e as das outras emissoras. Não acredito que isso seja saudável.

Logo que começaram as Olimpíadas, comentei a respeito dos jogos e ouvi a seguinte afirmação: “esse ano as Olimpíadas estão meio apagadas, ninguém fala dela”. Fingi que não entendi muito bem a afirmação.

No dia seguinte, fui almoçar em um restaurante e a TV estava na Globo, enquanto eu acabara de saber que o Brasil estava com chances de medalha no judô. Pedi para a garçonete colocar “nas olimpíadas” (qualquer um dos canais possíveis), e ela perguntou: “em que canal está passando?”.

Poucos dias depois, li um comentário no twitter que criticava a “inércia” das pessoas de assistir à Globo: de acordo com a ‘tuiteira’, ninguém na sala de espera da clínica fazia questão de mudar para a Record para ver as Olimpíadas, e fizeram cara de “espanto” quando ela reclamou.

Utilizou a palavra correta: inércia.

Não acredito que haja uma emissora “melhor” que a Globo. Realmente, a vênus platinada merece todos os créditos e toda a audiência por seu jornalismo correto, sua teledramaturgia quase impecável, entre outros. Mas acho um absurdo viver em um país que depende de um único grupo de comunicação para definir  o que é “sucesso” e o que é “fracasso”.

Li pela internet que a média de audiência das Olimpíadas de Londres é metade da que foi alcançada nos últimos jogos. Porque não é na Globo. Será que a transmissão na Record é tão ruim que as pessoas prefiram assistir outra coisa? Duvido.

Sim, eu sei que “TV é hábito”. Sempre foi. Mas no Brasil, TV é hábito até demais. E sem discutir qualidade nem origem de dinheiro nem merecimento (que geram mais polêmica que mamilos), o fato é que essa inércia faz muito mal.

No fim das contas, a Globo tem mais dinheiro e qualidade porque tem mais audiência, e tem mais audiência porque tem mais dinheiro e qualidade.

É o ciclo da “bolachinha”: está sempre fresquinho porque vende mais ou vende mais porque está sempre fresquinho?