Fátima e as comparações

Não vi quase nada do novo programa da Fátima Bernardes. Sei que foi bem de audiência, mas acredito que isso aconteceu por causa da estreia. Depois, a audiência deve se acomodar um pouco.

Me peguei pensando nas comparações. Muitos disseram que ela quer “ser a Oprah”. Outros disseram que foi uma mistura de Silvia Poppovic com Casos de Família com sei lá o quê.

Mas o que é isso, minha gente? Um programa sobre temas variados, conversas e debates, não tem como ser realmente inovador. É claro que o programa vai lembrar um pouco outros que tem por aí.

É interessante como sempre tentamos comparar as coisas: um filme é “mistura de filme X com filme Y”. O novo programa é uma tentativa de ser isso com pitadas daquilo. Você é o seu pai com os olhos da sua mãe… e por aí vai.

Concordo que o visual deveria ser mais “clean” e mais claro. Fica parecendo programa noturno sendo reprisado.

Também não estou me isentando das comparações. Eu também comparo muita coisa.

De qualquer maneira, vamos ver o que o tempo vai dizer deste programa que tirou os desenhos da Globo.

Sacolas de plástico

Aqui no estado de São Paulo, o acordo que impedia o uso de sacolar de plástico nos supermercados foi cancelado. Ou seja, continuará sendo possível utilizar sacolas de plástico.  Tenho algumas considerações a fazer:

– Mesmo com pouco tempo, a discussão foi válida. Muita gente vai continuar usando aquelas sacolas reutilizáveis.

– Sim, essa história de proibir o uso das sacolas plásticas foi puro interesse dos supermercados em economizar seus gastos…

-Mas há de se convir que o retorno das mesmas sacolinhas foi puro interesse mercadológico dos fabricantes de sacolas plásticas.

-É muito interesse atrapalhando o meio ambiente. Vide essa tal da Rio+20.

-Não acho que a Rio+20 foi inútil. Mas acredito que o esforço dos governantes e o dinheiro gasto foram muito grandes para pouco resultado. Gastar muito e resolver pouco: isso não é muito sustentável, não é mesmo?

O ser humano precisa melhorar muito. E para melhoras um pouco, recomendo a palestra que vi no blog Querido Leitor. Abaixo, veja a palestra das seguintes formas:

1- PALESTRA COMPLETA, EM INGLÊS:

2- PALESTRA COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS

breves comentários.

-Outro dia eu comentei no Twitter: “A vida é uma festa para a qual não fomos convidados. A melhor maneira de viver é fazer com que queiram convidar na próxima vez”.

Tudo isso porque eu fui a uma festa sem ser convidado. Pelo menos oficialmente. Mas levei presente.

 

-Preciso ler mais.

 

-Uma revista que é desmentida TODA SEMANA devido a matérias publicadas… continua sendo vendida? Quem compra?

 

-Assisti “Prometheus”. Não escrevi no Cinem(ação) porque alguém vai escrever. Em meio aos aliens e coisa e tal, vemos que os “criadores da humanidade” queriam destruir o ser humano (OK, contei Spoiler, que se dane). Aí eu pensei: “se eu tivesse criado a humanidade, também ia querer destruir…”. Tem horas que dá vontade.

Que programa eu coloco nesse horário?

Que programa vamos colocar?

Não sei. Às vezes eu tenho a impressão de que os executivos das emissoras (de uma em específico) fazem uni-duni-tê para escolher os programas e seus horários.

Isso tem se evidenciado ainda mais na Record. Ressuscitaram o SP Record na faixa da tarde por 2 dias, e agora fazem o mesmo com o Cidade Alerta (ou não). Recrutaram o Rodrigo Faro para um programa vespertino e agora dizem que a produção esfriou.

A perda da vice-liderança está deixando todo mundo meio louco na Barra Funda. Virou uma barafunda (com um “R” só) – aliás, nome muito propício para o bairro da sede desta emissora.

A TV do Macedão teria tudo para recuperar a vice-liderança em médio prazo. Em alguns meses, a novela Carrossel deve perder um pouco da força, ou pelo menos chegar ao seu fim (cedo ou tarde, todas chegam). Mas com as atitudes impensadas e com o desespero pelos “numerinhos” do Ibope, eles metem os pés pelas mãos e exibem novelas pra lá da meia noite, cortando “Vidas Opostas”, e outras bizarrices.

Enquanto isso, o sucesso de Carrossel puxa a audiência para diversos outros programas no SBT. Mas na verdade o SBT está colhando os frutos de uma programação bem estruturada (ao menos mais estruturada que antes), e das boas decisões tomadas pelas filhas de Silvio Santos.

No fim das contas, continua aquela mesma ladainha de sempre, sem grandes novidades. A TV brasileira, como um todo, muda sem sair do lugar.

Novos ares

É tarde e tenho sono. Mas tenho vontade de soltar algumas palavras antes disso.

Faz tempo que não falo da minha vida pessoal. Talvez tenha um pouco de medo de me expôr. Aumentei esse medo um pouco mais recentemente, sabe-se lá por quê.

Já me inscrevi na pós graduação. Em breve, se Deus permitir, estudarei “Gestão e Produção em Jornalismo”. Aquela coisa que os testes diziam pra eu fazer nos idos de 2004, mas que ignorei para fazer Letras. Não me arrependo de ter sido teimoso. Disseram que não é o melhor curso existente, mas “é o que tem pra hoje”. Se alguém estiver disposto a me dar 2 mil reais mensais para uma opção mais “sofisticada” (e morar em São Paulo), eu aceito.

Comecei a dar aulas particulares em uma empresa. Surgiu de repente, e eu estava cansado de dizer não. Dizer sim é sempre melhor. Mais difícil, mais desafiador, e muito melhor. Mesmo reclamando da preguiça de preparar aulas, eu não posso negar que é uma coisa que eu sei fazer, e faço bem, modéstia a parte.

Sinto que novos ares estão chegando. Eu havia me dado o ano de 2012 como prazo para “tomar rumo na vida”. Mas fico me perguntando em que momento eu posso fazer essa afirmação (ou  negá-la). Como sempre, vou me atrasar.

Enquanto isso, escrevo. Estou publicando o máximo possível no Cinem(ação). Vejo um futuro promissor para o blog de cinema, mas caso ele seja só promessa, ao menos sinto que melhoro a cada dia com ele, e ainda por cima descobri que eu adoro fazer isso. Sei que jornalismo é muito mais do que “blogar”, e sei que tenho muito a aprender, mas também sei que isso é um bom indicativo (e se você que está lendo não concorda, seu comentário será útil).

Surgem imprevistos, viagens, planos. Surgem novas ideias. A vida vai seguindo como uma montanha russa em câmera lenta. Mas estou satisfeito, e isso é o que importa.