A paniquete careca

O mundo é uma enxurrada. De informações, sensações, ações.

Portanto, não me lembro onde nem quando. Mas li uma crítica recente à parceria das emissoras de TV com produtoras. A Globo já produziu Som e Fúria com a O2Filmes, e diversos outros projetos. Logo mais a Record vai estrear Fora de Controle, parceria com a Gullane Filmes.

Sinceramente, não entendo a crítica. Acho que a parceria de emissoras é mais do que saudável Traz gente nova pra TV, leva ares de novidade ao telespectador, e ainda estimula o mercado de produtoras. É uma forma mais justa de fazer TV. As emissoras dividem os gastos, mas também dividem os lucros… quem sabe um dia a gente se assemelha mais aos Estados Unidos, que produz muito mais em quantidade e qualidade.

Aí o Pânico raspa a cabeça da menina e todo mundo fica revoltado. Alguém perguntou pra ela se ela se arrependeu? E não dou dois meses para ela colocar um “megahair” em algum salão de beleza de (sub)celebridade.

Antes de ficarem revoltados porque rasparam a cabeça dela, deveriam ficar revoltados porque as “paniquetes” ganham 250 reais por programa. Até eu, que sou professor, ganho mais no mês (eu acho…mas é melhor nem calcular).

E antes que você me diga que elas podem posar nuas, manter a carreira de modelo ou fazer “outros tipos de programa” (é o que dizem) para ganhar mais, eu digo que uma coisa não justifica a outra. (ei, peraí, eu também posso fazer outras coisas pra ganhar dinh… não, melhor não).

Há de se criticar o desespero na busca por audiência. Mas também há de se criticar o falso moralismo de críticos que dão a fatos como este uma dimensão maior do que ele merece.

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Mais Café

Já que eu falei de Cafés aqui no blog, quero aproveitar para falar do “La Poesía”. Curiosamente, alguns dias antes de conhecer o “Café Colômbia” aqui na minha cidade, tive a oportunidade de indicar um Café, via twitter, ao Celso Garcia, colega tuiteiro e blogueiro (clique aqui para conhecê-lo) que visitava Buenos Aires. Ele seguiu minha dica e também gostou do lugar.

O Café fica em San Telmo, bairro tradicional de Buenos Aires. Endereço: Calle Chile, 502

Bastante famoso nas listas turísticas, o “La Poesía” é um ambiente agradável no qual tive a oportunidade de ficar sentado por horas, estudando e lendo livros enquanto degustava um bom chopp, amendoins gratuitos, café, medialunas e otras cositas. Fazendo jus ao nome, o lugar é repleto de poesia e literatura, e apresenta saraus e apresentações musicais (e quando tem, é importante pagar uma “caixinha” aos artistas).

Abaixo você vê imagens que, neste caso, são melhores que palavras.

Alguém lendo do lado de fora...

amendoim e o chopp artesanal

Ótimo para estudar. Pena que não era poesia, neste caso.

Café Colômbia

Recentemente, descobri minha paixão por Cafés. O café (produto) e o Café (casa comercial).

Após passar algumas semanas em Buenos Aires, aprendi a apreciar estar em um café e desfrutar do ambiente, da tranquilidade, de uma boa medialuna (nas terras alvicelestes), quiçá de um bom pão de queijo (em terras tupiniquins) e, é claro, de um bom café expresso.

Na Europa também existe, e tive a incrível experiência de conhecer alguns cafés londrinos, mas por lá a relação das pessoas com o café se americanizou, “Starbucksizou”.

Aqui em Itu (e em todo o interior paulista) Cafés são difíceis de se encontrar. Tem no shopping, mas não é a mesma coisa.

Mas um dia, sem querer, eu vi de relance, da janela do carro, uma fachada discreta com uma placa que dizia “Café Colômbia”. Bem perto do meu trabalho.

Hoje, tive um tempinho para verificar do que se trata, e me surpreendi. Finalmente, conheci um café na minha cidade. Para sentar sem pressa, apreciar uma bebida (quente), ler um livro, talvez conversar tranquilamente com uma boa companhia. Mais surpreso eu fiquei quando descobri que a casa funciona há mais de 2 anos.

Além de um quintal convidativo e um cheirinho de café, o ambiente é sabiamente decorado com madeiras, quadros e velhos rádios, e ainda abriga uma quantidade razoável de filmes em DVD, disponíveis para locação: mas nada de Avatar ou Alvim e os Esquilos… são só filmes nacionais, latinos ou “cults”.

Um único problema: eles não aceitam cartões. Em tempos como este, em que até vendedor de sorvete na praia saca um aparelho do bolso, é item quase obrigatório. Mas talvez seja o charme.

Já que não utilizam essa tecnologia por lá, vou valer-me de uma outra tecnologia importante: como não tirei foto do lugar, deixo aqui a imagem da “casinha laranja” no Google Street View.

ps: não fui o único a blogar sobre este lugar.

Mudanças na audiência

A Band tá crescendo. Aí o “Pânico na Band!” conquista primeiro lugar de audiência pro tio Saad em pleno domingo, aumentando a média da emissora.

Enquanto isso, a Globo mostra que vai fazer novela pra conquistar audiência mesmo. Nada de experimentar, tentar o novo. Tem jogador de futebol e lixão na novela das nove. Tem empregadas domésticas (TRÊS!) e cantor brega-romântico na (novíssima) novela das sete. E 0 bom e velho romance de caubói recheado com espíritos na novela das seis. Ou seja: audiência mais e mais.

O SBT continua “naquelas de sempre” e consegue alguns bons momentos vez ou outra, principalmente no período da tarde.

Ao mesmo tempo, a Record faz bem e mal a si mesma. Ao mesmo tempo. Inova com o texto do gênio Lauro César Muniz, e com uma novela que começa de um jeito totalmente diferente. Mas os erros de produção (edição de som precisa trocar a equipe toda) e a quantidade de loucos ricos espanta qualquer um.

Lauro disse, alfinetando a Globo, que “ninguém gosta de ver pobre”. Na verdade, nem querem ver ricos. As pessoas querem ver o “pobre rico”, aquele pobre de novela da Globo que está sempre limpo, cheiroso, com a casa mais arrumada que a do Monk.

Voltando ao assunto: talvez o ano de 2012 reserve algumas reviravoltas no quesito audiência. A coisa pode ficar interessante… ou não.

Vidas em Jogo que não estavam em jogo

No fim das contas, a novela caiu em contradição: as vidas não estavam em jogo. Todos estavam muito felizes e saltitantes. Não teve morte, não teve assassino. Críticos mais ácidos dizem que o “oitavo palhaço” foi o telespectador.

Muitos vibraram pelo final surpreendente.

Até agora eu não entendi se o final foi planejado desde o começo ou se a autora escolheu tudo isso depois que começou com a brincadeira do tal palhaço.

De qualquer forma, o final foi mais diferente do que o Aguinaldo Silva esperava (!). Cristianne Fridman (ainda não aprendi a escrever seu nome direito) provou de vez a que veio, e agora sabe-se lá qual rumo profissional ela vai tomar (vai sair mesmo da Record?).

É certo que as novelas da Record estão precisando de menos capítulos, mas também é certo que a emissora está sabendo se planejar muito melhor suas produções.

Mas resta uma dúvida: a polícia sabia que o “bolão da amizade” planejou fingir as mortes? Afinal de contas, forjar a própria morte é crime.

Igrejas pagam bem

A RedeTV vai disponibilizar o horário que quiserem para as igrejas. A emissora está desesperada para conseguir dinheiro para pagar suas contas, e vai ceder o espaço que quiserem.

Claro que a Polishop não vai pagar melhor que o Valdomiro Soares, Silas Malafaia, RR Soares e Edir Macedo conseguem, então seus horários ficarão nas mãos das igrejas… aquelas que arrancam dízimos e pagam o que for necessário para divulgar sua fé.

Como consequência, os poucos programas da emissora vão passar a ser exibidos praticamente entre um culto e outro, o que vai fazer a audiência despencar.

E aí eu me faço duas perguntas:

1- Será que vale a pena ceder espaço para igrejas e não tentar uma alternativa um pouco menos drástica?

2- Se os programas das Igrejas praticamente traçam em audiência, por que é que elas continuam pagando fortunas para ter esses espaços na TV?

Ó Pai, ajude meu marido a pagar as contas, para que eu não precise usar a pensão do Mick.

Qual o limite do flood?

Twitter e Facebook vieram pra ficar. Inicialmente, as redes sociais tinham perguntas mais específicas, como “O que você está fazendo?”, “O que está acontecendo?”, ou algo semelhante. Com o tempo, as pessoas passaram a dizer muito mais do que somente o que está acontecendo, fazendo, etc. Tanto Facebook e Twitter viraram um verdadeiro “mural de colégio” totalmente livre e abrangente para (praticamente) o mundo todo.

E com isso, as pessoas insistem em “tuitar” ou atualizar o status sempre que vêem algo interessante, divertido, bonitinho, ou que querem compartilhar.

Sim, as pessoas tem todo o direito de atualizar e postar o que quiserem e o quanto quiserem. Quem não gosta, pode cancelar assinatura, dar unfollow, ou qualquer outra coisa do tipo.

Mas acredito que, por uma questão de etiqueta, é necessário saber dos limites para isso. Não entendo como Glória Khalil ou Fábio Arruda ainda não escreveram sobre isso (será que eu consigo sair na frente?).

Quando alguém escreve demais, chamamos de flood. E como o português é uma língua forte, nós já tomamos a palavra para nós e já criamos o verbo floodar (lindo isso, né? a línguagem).

Falta as pessoas aprenderem que o flood não é legal. Ninguém precisa postar nas redes sociais toda vez que vai ao banheiro, se chateia no trabalho, solta pum, come chocolate, etc. Ninguém precisa dar bom dia, boa tarde e boa noite o tempo todo… isso é só pra quando você encontra alguém pessoalmente. Talvez ainda aconteça porque hoje nós ainda “entramos” na internet, ou seja, trabalhamos/estudamos o dia todo e depois nos conectamos, como se a internet fosse uma sala de estar mundial. Em alguns anos, estaremos todos conectados 24h por dia, pelo celular, TV, tablets, microondas, etc, e ninguém precisará “entrar” na internet.

Faceebook/Twitter e afins não são sucursais religiosas. Portanto, deixe para louvar ao seu deus quando for à igreja. Obviamente, uma pessoa tem o direito de expressar sua crença na web, mas ultimamente as pessoas vem exagerando muito nisso, como se orar através da rede trouxesse mais benefícios do que na solidão do quarto.

O mesmo acontece para sites, links, blogs e informações importantes, curiosas, pertinentes ou engraçadas: se todo mundo for curtir, compartilhar, comentar ou tuitar toda e qualquer notícia que lê, vamos entrar em colapso mental por excesso de informação.

Não existe regra, muito menos lei. Mas o limite do flood nas redes sociais é o bom senso.