Ler-sentir

O mais importante em um livro são os sentimentos.

Acabei de ler “Cacos Para um Vitral”, de Adélia Prado. Encontrei o livro em meio a tantos outros na prateleira, puxei e simplesmente levei pra casa. (Sim, eu paguei por ele. Não sou ladrão. Mas a sequência de ações ficava mais bonita se não tievesse o verbo pagar).

Enfim. O livro é simples. Simplicidade na sua melhor concepção. Bonito, gostoso de se ler. Como pão de queijo. Afinal, Adélia Prado é mineira não só de nascimento… ela é mineira nas palavras, na doçura, na narrativa.

São esses os sentimentos que carrega o livro de Adélia Prado. Isso importa.

Livro bom, pra mim, é aquele que marca um determinado sentimento.

Eu não preciso me lembrar dos acontecimentos de “A Metamorfose” de Kafka… basta lembrar da sensação de asco, impotência e claustrofobia que tive quando li o livro. O que mais marcou em “No caminho de Swann”: a solidão. O que senti com “Grande Serão: Veredas”? O sertão e sua magia. E o que pode ser melhor que mergulhar na fantasia de Harry Potter durante longas horas e sentir que tudo é possível quando se pode ter o privilégio de sonhar?

Ler e sentir são verbos a serem conjugados juntos.

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Televisión

Quiero hablar de televisión.

Vamos lá:

-Não, eu não acompanhei a porcaria novela Fina Estampa. Mas confesso que vi o último capítulo. Afinal, era o último capítulo. Se a última cena foi um ridículo aceno de Griselda para a vilã com uma ferramenta, ao menos o Aguinaldão não mostrou o dono dos pés e ainda fez referência a Tieta. Essa parte foi interessante.

-Até hoje, não entendo porque tanta gente tem tanto bebê em fim de novela. Ter criança nunca é fim… é só o começo.

-Vai ter Ídolos Kids? Com o Cássio Reis? Aquele que deu foras no Oscar na TNT? Desisto.

-Sim, Avenida Brasil tem tudo para ser uma grande novela. Mas acho que Vidas Opostas vai atrapalhar um pouquinho. Aqui em casa vai ter uma briga: eu quero acompanhar a nova novela da Globo, pelo menos para dar uma chance de ser fisgado… mas minha mãe não vai querer perder a reprise da Record. Eita nóis.

-Após anos na geladeira da Globo, Chico Anysio precisou morrer para ter homenagens e exibições especiais. É sempre assim.

 

Mais

Faz parte da natureza do ser humano querer sempre mais. Acho que é uma das principais diferenças entre o ser humano e os animais.

Homens e mulheres querem crescer, aumentar, ganhar, melhorar. Mais dinheiro, mais saúde, mais beleza, mais qualidade.

É aí que reside a melhor qualidade e também o maior defeito de todos nós. Por um lado, esse desejo nos faz batalhar, correr atrás, fazer um mundo melhor. Por outro lado, essa pulsão nos faz gananciosos, mesquinhos, egoístas.

Acho que o limite entre a ganância e a construção de algo melhor está na direção do seu olhar. Uma pessoa pode olhar só para si mesmo, ou pode olhar para todos.

Começa um novo Meme

Acho muito legal acompanhar o surgimento de novos memes. Como eu já postei antes, memes são a nova unidade de cultura.

É cultura porque representa uma geração e uma nova maneira de interação social.

O novo vídeo da família cantando alegremente (e sorridente!) uma música gospel já se viralizou – e o Não Salvo é o grande responsável por isso. Virou meme, piada interna, repetição.

A partir de agora, especialmente na sexta-feira, todos vão dizer que é Sexta-Feira “para a nossa alegria”.

Até a família do Jair Rodrigues imitou, em um gesto genial de marketing!

Propaganda genial da Luciana e dos Jairs:

 

Agora o Dimitri tem um concorrente às sextas feiras:

Eu sumi

Faz um bom tempo que não escrevo no Curyoso. Mas isso vai acabar agora.

Durante um tempo, estive muito ocupado para postar no blog. Mas depois, foi de certa forma por falta de vontade de escrever.

O fato é que eu ainda não escrevi ainda sobre como foi o curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica. Recomendo o curso para todo mundo que gosta de cinema. Pablo Villaça consegue condensar uma quantidade enorme de informações e conhecimentos em apenas uma semana. No blog dele, ele fez um balanço do curso. Você pode ver aqui. Tem até uma foto com a turma.

Quanto ao resto, está tudo caminhando. Estou trabalhando um pouco menos, e por isso tenho mais tempo livre. É uma pena que eu não tenho tanta disciplina para fazer tanto quanto eu deveria nas horas vagas. Mas pelo menos estou conseguindo viver com um pouco de calma para pensar e colocar tudo em ordem.

No fim das contas, estou transferindo muitas decisões para o segundo semestre. Tem que dar tempo ao tempo.

No último fim de semana, fiz uma coisa que nunca havia feito antes: RAFTING.

É ótimo ter amigos que nos levam a fazer coisas impensadas. Viver a vida plenamente é enfrentar medos, fazer o que nunca se pensou em fazer. E praticar rafting é mais seguro do que eu imaginava. Passar uma noite com os amigos em um Camping também é algo que vale a pena.

Acho que o que mais atrapalha as pessoas hoje em dia é que sempre esperamos uma data especial ou um fim de semana prolongado. Sempre reclamamos que estamos cansados ou sem dinheiro. Acho que de vez em quando precisamos esquecer destes detalhes. Não espere o feriado prolongado e nem ficar milionário para fazer alguma coisa. Esprema novas experiências em meio a fin de semana apertados e orçamentos pouco folgados.

Moral da história: faça Rafting e faça o curso do Pablo Villaça.

rapidinho

–Ok Ok, vocês venceram. Batata Frita? Não. Mas tem espíritos na novela da Elisabeth Jhin. Sorry. Foi mal. Falha minha.

–Estou fazendo o curso de Linguagem e Crítica Cinematográfica do Pablo Villaça. É excelente.

Não sabe quem é Pablo Villaça? tsc tsc…

 

–Só um breve comentário nesta semana corrida e sem tempo: Vidas Opostas vai retornar na Record e eu achei ótimo. Ainda tenho dúvidas se ela segura a audiência atual do CSI, mas é o que veremos. A novela foi ótima, não só pelo texto excelente de Marcílio Morais, mas também pela trilha sonora de Chico Buarque.