Embarque neste Carrossel…

E o SBT estreou a sua novela infanto-juvenil Carrossel. Os primeiros minutos já mostraram a que veio a nova adaptação do SBT: criancinhas falando textos “decoradinhos”, atuações “bregas” e personagens clichêzíssissíssimos #patriciapoetafeelings.

Além de tudo isso, a novela conta com Rosanne Mulholland super parecida com a Paola Oliveira no filme “Uma professora muito maluquinha” (teria sido proposital?).

São parecidas, não são?

A versão brasileira de Carrossel está sendo produzida em 2012… mas se tivesse uma imagem um pouquinho mais piorada, ninguém diria. Afinal, tem todas as características de uma novela das décadas de 1980-90. O menino malvado, a “patricinha má”, o mocinho, a gordinha. Todos em uma escola colorida e irreal. Nada por lá parece ser brasileiro, ou corresponder ao que vivemos na realidade de hoje.

Mas quer saber? É disso que as crianças precisam. De sonhos. De personagens que, por mais clichês que possam ser, representam a inocência perdida das crianças de hoje.

Em meio às atrocidades da vida, as crianças precisam de um mundo “faz de conta”, onde a terra é quase céu.

Xuxa

Não. Eu não gosto da Xuxa. Nunca gostei. Sou da geração da Angélica (e deveria ter vergonha de fazer tal afirmação neste blog).

Nem sei o que pensar daquela entrevista que ela deu ao Fantástico. Me pareceu tudo muito falso, forçado. Ela conseguiu a façanha de “bater em cachorro morto”. Dois, ainda por cima. Por que não falou coisas polêmicas dos vivos? Do Pelé? Do Szafir? E por que falou só agora?

Embora a “Rainha dos baixinhos” e dona do bordão “Ahã Cláudia, senta lá” não esteja na minha lista de seres humanos favoritos, também não acho justo “linchar” a imagem da apresentadora. Se ela fez filmes “eróticos” erotizou a infância, foi em outros tempos. Não dá pra condenar alguém pelo seu passado. Fosse assim, muita gente deveria pagar pelos pecados antes da Xuxa.

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O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou uma série de medidas que farão aumentar a oferta de crédito para compras de carro. Como se já não bastasse o trânsito caótico nas grandes cidades do país. Redução de IPI e IOF vão fazer o consumidor brasileiro comprar, comprar e comprar. E se endividar, endividar e endividar. O objetivo é que a indústria no país cresça bastante. A medida corrobora com a ideia de que o Brasil quer fazer de tudo pra crescer. Mas tem que tomar cuidado… isso tá parecendo a Record… EITA! Agora eu entendi tudo. O quê? Ah, esquece.

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Pretendo tecer comentários sobre Carrossel. Em breve.

Com passos de formiga e sem vontade

Parece que é assim que a TV caminha. Lentamente.

Não sei se sempre foi assim. Apesar de tudo, não entendo muito sobre a história dessa caixinha que não é mais caixinha.

Por mais que alguns canais invistam em teledramaturgia ou novos programas, e por mais que melhores, parece que tudo fica sempre a mesma coisa: todo mundo com a mesma “cara”, os mesmos bons momentos, as mesmas dificuldades. Pra cada passo que se dá pra frente, parece que dão outro pra trás e, assim, ficam no mesmo lugar.

Por essas e outras, cansei um pouco disso tudo.

Claro que surgem algumas mudanças por aí. Boa safra atual de novelas, boas séries e minisséries (na Globo, Record, HBO…), Band crescendo, RedeTV caindo, SBT caindo/crescendo.

As coisas vão mudando, pero no mucho.

Mudanças na audiência

A Band tá crescendo. Aí o “Pânico na Band!” conquista primeiro lugar de audiência pro tio Saad em pleno domingo, aumentando a média da emissora.

Enquanto isso, a Globo mostra que vai fazer novela pra conquistar audiência mesmo. Nada de experimentar, tentar o novo. Tem jogador de futebol e lixão na novela das nove. Tem empregadas domésticas (TRÊS!) e cantor brega-romântico na (novíssima) novela das sete. E 0 bom e velho romance de caubói recheado com espíritos na novela das seis. Ou seja: audiência mais e mais.

O SBT continua “naquelas de sempre” e consegue alguns bons momentos vez ou outra, principalmente no período da tarde.

Ao mesmo tempo, a Record faz bem e mal a si mesma. Ao mesmo tempo. Inova com o texto do gênio Lauro César Muniz, e com uma novela que começa de um jeito totalmente diferente. Mas os erros de produção (edição de som precisa trocar a equipe toda) e a quantidade de loucos ricos espanta qualquer um.

Lauro disse, alfinetando a Globo, que “ninguém gosta de ver pobre”. Na verdade, nem querem ver ricos. As pessoas querem ver o “pobre rico”, aquele pobre de novela da Globo que está sempre limpo, cheiroso, com a casa mais arrumada que a do Monk.

Voltando ao assunto: talvez o ano de 2012 reserve algumas reviravoltas no quesito audiência. A coisa pode ficar interessante… ou não.

Enquanto isso…

Fiquei até tarde para assistir o Oscar inteiro. Foi legal, mesmo o Oscar sendo chato. Fiz a “cobertura” do evento pelo blog do Cinem(ação) (não conhece? é o @cinema_acao ). Mas sobre isso eu vou escrever na coluna que vai sair na Quinta-feira. Mas no artigo eu não vou falar sobre as pernas da Angelina.

Vamos falar do que importa. O que importa é o que interessa, e saúde é o que interessa. (yeah yeah).

- A RedeTV! parece repetir o feito da Manchete. Será maldição do sinal? Saiu o Pânico e agora eles entram em pânico.

-Enquanto isso, na Record, mudaram a logomarca. Está parecendo o símbolo do Google Chrome. A pergunta é uma só: POR QUÊ??

- Enquanto isso, na Globo, exibiram o Oscar de maneira igualmente vergonhosa. E resolveram colocar a música Luz do Sol na trilha sonora da novela Amor Eterno Amor (era da novela da Recó). Por falar nela, a novela é a primeira da Elizabeth Jhin sem espíritos.

- Enquanto isso, na Band, querem chegar perto do SBT com uma programação mais forte. Vai ter até o Marcelo Tas com programa infantil. E, claro, o Pânico a dividir pauta com o CQC.

Ou seja…

No último sábado, a Record ganhou da Globo com uma das infinitas reprises de Pica-Pau. A Globo exibia Xuxa e Fórmula 1.
Enquanto isso, o SBT vem conseguindo excelentes índices com a reprise de Marimar, enquanto que a Record exibe um programa inédito e custoso, o tal “Marcas da Vida”.

Fato 1: para se ter audiência não precisa necessariamente investir pesado em programas caros.

Fato 2: audiência não é necessariamente significado de dinheiro: se eu fosse empresário, preferiria ter minha marca vinculada à Fórmula 1 que a um desenho antigo.

Conclusão: Um programa bem planejado para o horário e sem altos custos pode ser mais inteligente que um alto investimento por meio de parcerias grandiosas. No entanto, espero que as emissoras não caiam na tentação de reprisar sem produzir programas inéditos.

Pontos

Alguns pontos a considerar:

 

Eis que as coisas na TV ficam cada vez mais diferentes. E cada vez mais iguais. O SBT está conseguindo ótimos índices pela tarde mas ainda perde pra Record no horário nobre. Foi copiado naquela história de colocar filmes especiais nos feriados, mas ainda tem um pouco a percorrer para voltar ao segundo lugar. Se a Record continuar economizando dinheiro, planejando mal suas produções, e exibindo The Love Story à tarde, a vida do tio Silvio vai ser mais fácil. Ninguém cresce tanto, nem cai tanto, nem nada. Vai ficando tudo a mesma coisa. Sai o Tom, entra o Justus, sai um entra outro e a gente vai ficando com preguiça. Zzzzzzz.

 

Um pequeno adendo: – “The Love Story”? Que P#$%A é essa?

 

A TV por assinatura vai mudar. A nova lei, que prevê a criação e exibição de conteúdo nacional na TV paga deve aumentar bastante o número de produções nacionais. Se serão produções de qualidade, aí é outra história. Já está provado que o povo brasileiro prefere coisas brasileiras ou, pelo menos, dubladas. Preferir programas nacionais, Ó-quêi. Mas preferir dublagem não é significado de valorização da língua de Camões, e sim falta de capacidade de ler legendas.

Já escrevi sobre esse tema duas vezes no Cinem(ação): AQUI e principalmente AQUI. A quem quiser ler mais argumentos a respeito do assunto, seguiro que leiam este texto do Pablo Villaça.

 

E a Denise Del Vecchio que é transexual? Achei sensacional. Palmas pra Cristianne Fridman que está finalmente alcançando o que conseguiu com Chamas da Vida. É uma pena que ela vai sair da Record depois dessa novela. Pelo que dizem.

 

Maurício Meirelles sempre mereceu mais do que tinha no Legendários. E agora vai pro CQC. Merecido. Espero que o programa se renove um pouco em 2012, com trocas importantes de repórteres.

Tevezando vapt vupt

-Muito legal a entrevista do Jô no Roda Viva.

-O Flávio Ricco foi muito pertinente ao comentar que o SBT ganhou da Globs e da Recs com um jogo do coelho indo pra casinha. Só que ele errou na hora de contar o número de casinhas.

-Impressão minha ou a Record desistiu do “caminho para a liderança”? É o que parece. E com o SBT vindo com várias táticas boas, é bom que tomem cuidado.

-Acho que a TV brasileira ainda vai ficar um bom tempo com esses altos e baixos entre as emissoras que disputam a vice liderança. Uma hora uma vem com uma coisa, depois vem outra. No meio de tudo isso, sou a favor da produção nacional: adaptações como Carrossel e Rebelde são legais, mas nada como novelas, séries e minisséries sendo produzidas: é quase impossível superar a Globo no momento, mas é importante que os investimentos nesse tipo de produção estejam cada vez mais presentes fora da vênus platinada.