Mais Café

Já que eu falei de Cafés aqui no blog, quero aproveitar para falar do “La Poesía”. Curiosamente, alguns dias antes de conhecer o “Café Colômbia” aqui na minha cidade, tive a oportunidade de indicar um Café, via twitter, ao Celso Garcia, colega tuiteiro e blogueiro (clique aqui para conhecê-lo) que visitava Buenos Aires. Ele seguiu minha dica e também gostou do lugar.

O Café fica em San Telmo, bairro tradicional de Buenos Aires. Endereço: Calle Chile, 502

Bastante famoso nas listas turísticas, o “La Poesía” é um ambiente agradável no qual tive a oportunidade de ficar sentado por horas, estudando e lendo livros enquanto degustava um bom chopp, amendoins gratuitos, café, medialunas e otras cositas. Fazendo jus ao nome, o lugar é repleto de poesia e literatura, e apresenta saraus e apresentações musicais (e quando tem, é importante pagar uma “caixinha” aos artistas).

Abaixo você vê imagens que, neste caso, são melhores que palavras.

Alguém lendo do lado de fora...

amendoim e o chopp artesanal

Ótimo para estudar. Pena que não era poesia, neste caso.

Café Colômbia

Recentemente, descobri minha paixão por Cafés. O café (produto) e o Café (casa comercial).

Após passar algumas semanas em Buenos Aires, aprendi a apreciar estar em um café e desfrutar do ambiente, da tranquilidade, de uma boa medialuna (nas terras alvicelestes), quiçá de um bom pão de queijo (em terras tupiniquins) e, é claro, de um bom café expresso.

Na Europa também existe, e tive a incrível experiência de conhecer alguns cafés londrinos, mas por lá a relação das pessoas com o café se americanizou, “Starbucksizou”.

Aqui em Itu (e em todo o interior paulista) Cafés são difíceis de se encontrar. Tem no shopping, mas não é a mesma coisa.

Mas um dia, sem querer, eu vi de relance, da janela do carro, uma fachada discreta com uma placa que dizia “Café Colômbia”. Bem perto do meu trabalho.

Hoje, tive um tempinho para verificar do que se trata, e me surpreendi. Finalmente, conheci um café na minha cidade. Para sentar sem pressa, apreciar uma bebida (quente), ler um livro, talvez conversar tranquilamente com uma boa companhia. Mais surpreso eu fiquei quando descobri que a casa funciona há mais de 2 anos.

Além de um quintal convidativo e um cheirinho de café, o ambiente é sabiamente decorado com madeiras, quadros e velhos rádios, e ainda abriga uma quantidade razoável de filmes em DVD, disponíveis para locação: mas nada de Avatar ou Alvim e os Esquilos… são só filmes nacionais, latinos ou “cults”.

Um único problema: eles não aceitam cartões. Em tempos como este, em que até vendedor de sorvete na praia saca um aparelho do bolso, é item quase obrigatório. Mas talvez seja o charme.

Já que não utilizam essa tecnologia por lá, vou valer-me de uma outra tecnologia importante: como não tirei foto do lugar, deixo aqui a imagem da “casinha laranja” no Google Street View.

ps: não fui o único a blogar sobre este lugar.

A desmoralização do poder legislativo

Recentemente, acompanhei dois acontecimentos muito semelhantes.

No começo da semana, por meio da rádio Band News FM, fiquei sabendo que os vereadores da cidade de Campinas votaram o aumento de 126% do próprio salário. Os membros do legislativo campineiro passarão a ganhar 15 mil reais por mês a partir de 2013. Como se isso não bastasse, o mesmo ocorreu ontem na minha cidade. O salário dos vereadores ituanos passará de 6 mil para 10 mil reais mensais. Embora com uma certa vergonha, não posso deixar de destacar que um dos vereadores que votou favorável ao aumento em Itu é meu próprio pai.

O poder legislativo no Brasil está completamente desmoralizado. Isso acontece devido a vários fatores:

1- O povo brasileiro não entende o que fazem os vereadores, deputados e senadores. Por isso votam em “qualquer um”.

2- Além de terem uma máquina pública caríssima e muito ineficiente, os membros do poder legislativo existem em número muito maior do que necessário. Em Itu, por exemplo, são 12 vereadores, quando apenas três conseguiriam fazer o mesmo trabalho, com ainda mais eficiência.

3- A corrupção. Não preciso nem perder meu tempo em dar detalhes. Claro que existe corrpução em todos os âmbitos, profissões e patamares da sociedade, mas os políticos conseguem fazer coisas absurdas e ainda acham perfeitamente normal. Pior que isso: não recebem uma punição sequer.

4- Conchavos. Os vereadores, deputados e senadores da Brasil não votam naquilo que acreditam ou no que pensam. Votam naquilo que foi “combinado” entre os membros do grupo político ao qual pertencem e, na maioria das vezes, são coordenados pelos prefeitos, governadores e outros membros do poder executivo.

E coisa vai piorando e se tornando algo muito mais complexo.

O fato é que uma sociedade não deveria permitir que uma classe de “profissionais” escolha o próprio salário. Ou você já viu alguma empresa que contrata funcionários e pede que eles escolham o quanto querem ganhar?

A população se revolta, mas não encontra mais nada que possa fazer. Xinga no twitter, fala mal no facebook, e embora haja maneiras de lutar contra tudo isso, é difícil unir e conseguir força para “derrotar os poderosos”.

Nosso poder continua sendo o voto. É uma pena que o povo brasileiro seja, em grande parte, ignorante e despreocupado com a política, além de ter uma memória muito curta.

Aqui em casa a discussão foi acalorada, e pelo menos tive a oportunidade de fritar um vereador com “poucas e boas”, algo que todo mundo gostaria de fazer.

Vale lembrar: só fiquei sabendo da decisão quando ela já estava sacramentada.

Amigos

Existem diversos tipos de amigos. Embora os “melhores amigos” sejam aqueles com quem podemos contar o tempo todo e vemos sempre que possível (mesmo quando as vicissitudes do cotidiano parecem conspirar contrariamente), há alguns amigos que encontramos raramente, mas são também muito importantes.

No último fim de semana, fui pra São Paulo reencontrar alguns amigos que conheci na minha temporada em Londres. Sempre agitados, eles foram responsáveis por momentos engraçados e conversas que relembraram bons momentos vividos por todos nós.

Ninguém é muito íntimo ou super próximo, mas nem por isso deixa de ser amigo.

E se for pra nos encontrarmos uma vez por ano, tá valendo.

Quando o ócio fala mais alto

Sábado à noite serve pra sair de casa, beber uma cerveja, conversar com os amigos, paquerar as meninas (embora eu faça isso com muito menos frequência do que gostaria), esquecer das coisas. Mas também pode servir pra ficar em casa, economizar dinheiro. Principalmente quando não se está com vontade de fazer nada. Nada.

Porque o mundo moderno exige que sejamos produtivos. Eu, que preciso escrever e tenho que preparar aulas, acabo me sentindo ainda mais culpado pelo tempo de ócio. E não é ócio criativo. Porque ócio criativo foi coisa que inventaram para o mundo moderno como desculpa para o tempo em que não se faz nada. Acho que, no fundo, todo ócio é criativo.

Chega uma hora em que o melhor é esvaziar a cabeça. Assistir programas fúteis. E fazer com que o próximo fim de semana seja mais útil, ou no mínimo mais divertido.

Cinema sozinho e fluxo de consciência

Muita gente não vai ao cinema sozinho. Eu vou.

Se ninguém quer ou pode ver o filme comigo, vou ver o filme.

Fui, assisti, me diverti, me emocionei. Em breve, vai ter crítica no Cinem(ação). Reencontrei, depois do filme, diversas caras conhecidas. Amigos de longe, conhecidos de tempos atrás, amigos. Tudo porque a chuva me impediu de ir correndo pro carro. Acho que é o destino, ou não.

Acho interessante pensar nessas coisas do destino. Será que há destino ou será que há apenas acasos? A vida é controlada por algo maior ou somente o livre-arbítrio nos é concedido? Um pouco dos dois, quiçá.

Começa uma nova fase

O Curyoso começou como um blog de adolescente para escrever coisas tolas. Eu queria saber das histórias que “aconteciam” na escola. Fizeram uma brincadeira com meu sobrenome, e eu criei. Isso foi em outro provedorde blogs, nos idos de 2002 ou 2003. Não existia twitter, eu ainda utilizava o ICQ, a internet em casa era discada e eu estava no ensino médio.

Mudei de endereço com o Curyoso  uma vez. Mudei de endereço na vida real muitas vezes mais. Este é o terceiro Curyoso. Tem gente que “só muda de endereço”. Eu mudei mais que isso.

Aqui, meu objetivo é ser mais profissional, mais maduro. Talvez eu não consiga. Mas é sempre importante tentar.

Talvez Curyoso seja realmente o nome ideal para o blog. Sempre tive curiosidade: pela vida, pelos acontecimentos, pelos idiomas, pela existência.

Começo o “Curyoso3″ com novos rumos, novos horizontes que se abrem, e novas perspectivas. Existem incertezas, mas são elas que adoçam a vida.